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terça-feira, 25 de junho de 2013

Bolo de aniversário - 21 anos!


Eu não tenho um dia de anos - eu tenho um MÊS dos anos! Que é Junho :)
São as vantagens de pertencer a uma família que parece uma tribo: começou na quinta-feira, o dia dos meus anos propriamente dito, com os parabéns cantados à noite com a família mais próxima (que, ainda assim, são 9 pessoas!), com um bolinho que a minha avó trouxe. Depois tive a festa da família, com a família restante (quer dizer, a família restante próxima também...), que somava ao todo 21 pessoas. Para a sexta-feira que vem, temos a festa com os amigos, num restaurante com karaoke (que também vai ter direito a bolo feito por nós!). Ou seja, no espaço de 1 semana vou comer mais doces do que como num mês (para ajudar à festa, ontem fui comemorar o fim de mais um exame com um gelado ao Santini!),  o que, aliado à falta de ginásio (estou em clausura esta semana devido a exames e, especificamente para hoje, devido à falta de ar condicionado/ventoinhas/janelas em geral do ginásio que frequento), vai-me trazer com certeza pelo menos  um kg a mais certas prendas indesejáveis. 
Mas vamos ter pensamentos positivos e pensar que os neurónios se alimentam de açúcar!

Para o bolo da festa da família, eu tinha uma visão: um peixe feito com uma forma redonda (hei-de fazer e mostro aqui). Mas para 21 pessoas era um bolo pequeno (tenho uma forma redonda grande, mas não era o suficiente), então conversei com a minha irmã sobre fazermos um bolo quadrado e colorido, com dois corações em cima, um de cada lado, ligeiramente tortos.
Porque não cabiam os dois corações lado a lado (erro básico, fruto da estupidez dos neurónios queimados devido aos exames : não nos lembrámos de medir as formas!), decidimos empilhá-los e recheá-los, ficando apenas um coração que ficaria bem no canto inferior direito. Mas devido ao creme de caramelo (que não é o mais indicado para cobrir, embora para rechear seja uma delícia!) o coração escorregava, então tivemos de o pôr ao centro. E eu queria um bolo colorido - tinha na mente imagens como esta:

Isto é um bairro que tinha aideia ficar no méxico, mas como estou a reparar nas letras chinesas em cima, fiquei na dúvida. De qualquer das formas, quando soube dele vi imensas fotos na net e fiquei apaixonada. 
Na prática, depois de terminado o bolo, saiu isto:


O bolo mais kitsch e feio que alguma vez já vi. Mais kitsch que isto nem os pratos com a Diana Spencer. Nem os gnomos de jardim. Nem os gatinhos vestidos com roupa de gente nos calendários.
Bem, a parte boa é que nos rimos. Muito - no fim de colocarmos o ultimo M&M, mal conseguia fazer uma pausa para respirar.
E foi assim que o meu bolo do 21 anos, idade da maioridade universal, foi o bolo mais infantil que tive em toda a minha vida. E isso não é mau de todo :)

Vou separar as receitas, por uma questão de organização. Espero que gostem!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Bolo de cenoura, coco e laranja da Enf. Cristina


Um dos meus dias favoritos do mês é a Oração com cânticos de Taizé da minha paróquia. Engraçado, já publiquei aqui vários bolos que levei para a oração de Taizé, já mostrei inclusivamente fotos do Encontro Europeu em Roma aqui mas nunca me alonguei muito sobre o assunto, o que é estranho, porque é uma parte da minha vida muito importante para mim.


Taizé é uma comunidade de irmãos em França (em Taizé, lá está!), que tem como objectivo reunir jovens cristãos de todo o mundo. Normalmente a estada dos jovens é de uma semana, mas pode ser alargada por mais tempo. O que caracteriza Taizé são as orações (3x ao dia), que têm como base os cânticos e o silêncio. Os jovens são convidados a realizar depois nas suas paróquias uma oração ao estilo de Taizé, em comunidade. A da minha paróquia é aos 2ºs sábados de cada mês e dura apenas meia hora. Inclui os cânticos, uma parte dedicada ao silêncio, a leitura de um evangelho e um salmo. Depois é seguida de convívio, com chá e bolos (eu e a minha irmã contribuímos sempre com um!).

Taizé, visto de cima! Os rectângulos azuis são as tendas comunitárias. Ao centro,  em baixo, dá para ver o telhado da igreja. Os telhados do cimo são as camaratas. À direita, pode-se ver o lago do silêncio, um dos lugares mais bonitos do mundo :) 
Eu fui a Taizé na semana santa de 2010 e foi uma das melhores semanas da minha vida. Demorámos 24h de autocarro, mas valeu totalmente a pena. Foi relaxante e retemperador, e serviu verdadeiramente para me encontrar com Deus. Lá é muito fácil - o pior é quando voltamos ao nosso dia-a-dia...

Pois, fica um bocado longe...

Um dia típico de Taizé:
Acordar (ficámos numa camarata por causa do frio, mas podemos ficar em tendas comunitárias - aquecidas - ou levar tenda de casa - quem apostou nisto arrependeu-se, fazia um frio de rachar).
Oração da manhã, na igreja, com os irmãos e jovens.

O interior da igreja de Taizé. Os irmãos põem-se de joelhos num espaço ao centro,  vestidos de branco, e os jovens sentam-se em redor. 
Pequeno almoço - Eu gostava de ajudar a servir o pequeno almoço todos os dias, juntava-se a malta portuguesa e transformámos aquilo num ritual. O meu peq. almoço foi durante toda a semana chocolate quente e uma carcaça com manteiga e chocolate de leite (começávamos bem o dia, como se vê!).

A fila do pequeno-almoço!
Encontro com o irmão: divisão em grupos grandes (penso que fazem as divisões por idades). O meu grupo ficou com um irmão da argentina. Começávamos sempre a reunião com uma animação, depois líamos a leitura do dia e o irmão fazia uma pequena reflexão (ilustrada sempre com exemplos da vida dele que nos faziam sempre rir).
Reflexão em pequenos grupos: De seguida, íamos com o nosso grupo de reflexão (sorteado no inicio da semana) para reflectir sobre a leitura e de que maneira ela se aplicava na nossa vida. O meu grupo incluía 2 espanhóis, 3 alemães e 2 irlandeses (um dos quais o "contact person" que era o que orientava o grupo, por assim dizer).
Oração do meio-dia. Parecida com a da manhã.
Almoço: é assim, as refeições são doadas por empresas e assim, uma vez que a comunidade não tem fontes de rendimento (pagamos um x para lá estar uma semana consoante o país de origem, mas é um valor simbólico - penso que 60 euros para Portugal) não se pode esperar nada gourmet. Coisas embaladas e mais aquecidas que cozinhadas por jovens que também lá estão a passar a semana. Ninguém passa fome, como é evidente. Eu preferi ir sempre ao vegetariano, a comida é melhor e as filas menores. Tenho saudades do puré, cheio de especiarias...

Uma das refeições: qualquer-coisa com ervilhas, fruta, pão, queijinhos e um pacote de bolachas
Trabalho: cada jovem pode escolher um trabalho para contribuir para a comunidade: limpeza dos wc, cozinhas, coro, etc. O meu grupo estava encarregado da 2ª limpeza da cozinha e incluía uma alemã, 4 suecos, 2 italianas e 1 irlandês. Para a próxima, vou querer ficar no coro.
Lanche: Chá de Taizé (instantâneo) e um bolo embalado (novamente, muito saudável!).
Workshops, passeio, lago: O resto da tarde era dedicado a fazer o que quisesse: descansar, ir dar uma volta no lago do silêncio, dar uma volta às aldeias e vilas ali ao pé, comprar postais e lembranças na loja de lá, fazer um workshop disponibilizado pela comunidade. Cheguei a fazer uns quantos e só houve um que não gostei.

Lago do silêncio
Taizé - aldeia propriamente dita. Vale a pena dar umas voltinhas por lá!
Oração da noite: idêntica às anteriores, mas no fim os irmãos vão-se embora e podemos ficar o tempo que quisermos a cantar. É lindo.
Oyak: sitio onde os jovens se juntam para conviver. Havia grupos com violas e canções dos seus países, outros que faziam jogos, outros que dançavam... eu passava um bocado em todos os grupos!
No Okyak, um grupo de espanhóis tocava e os jovens à volta juntavam-se para cantar com eles :)
Dormir: Taizé tem recolher obrigatório, com jovens encarregados de nos mandar calar e dormir, portanto o descanso está sempre assegurado!

 Agora que já conhecem mais um bocadinho de Taizé, também já me conhecem um pouco melhor também. Tenho saudades de Taizé todos os dias. Faz-se todos os anos o Encontro Europeu, que este ano foi em Roma, como já sabem, e apesar de também ter sido fantástico (Taizé+Roma...) mesmo assim, preferi estar na comunidade uma semaninha. Aconselho a toda a gente ir lá pelo menos uma vez na vida! As pessoas com mais de 30 anos vivem uma experiência diferente, e inclusivamente há uma parte, com outro edifício (Olinda) onde podem ir famílias (com crianças e tudo, uma vez que a comunidade só aceita jovens com mais de 16 anos - salvo excepções).

Agora que já está enquadrado, podemos ir à receita do bolo da oração deste mês, que foi a última desta temporada (só volta a haver orações em Outubro).

É um dos melhores bolos que comi, e um dos bolos que mais sucesso fez! A receita foi dada pela enfermeira orientadora do último estágio da minha irmã (está em enfermagem) e vai directamente para as minhas receitas favoritas. A repetir muitas e muitas vezes. Fica um bolo húmido, fofinho, com a parte superior ligeiramente caramelizada. Ainda estava quentinho quando foi servido e estava uma verdadeira delícia. De comer e chorar por mais!


Ingredientes
2 cháv. de açúcar
2 cháv. côco ralado
1 cháv. óleo
2 cenouras grandes
casca e sumo de 1 laranja
5 ovos
2 cháv. farinha
1 c. chá de fermento

Modo de fazer: Ralar a cenoura. Triturar a casca da laranja (eu pus parte branca e tudo) com a cenoura, o sumo da laranja e um pouco do açúcar, com o auxílio da varinha mágica. Bater os ovos com esta mistura e o resto do açúcar. Juntar o côco, o óleo, a farinha e o fermento. Bater bem.
Deitar numa forma untada e enfarinhada (o bolo fica muito grande e alto, deixar espaço para crescer à vontade) e levar ao forno pré-aquecido a 190ºC. Deixar cozer até ficar douradinho (fazer o teste do palito). O meu demorou 75 min.

Vai uma fatia?

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O Mãos de Manteiga vai estar em Oeiras!



Olá a todos!
O Mãos de Manteiga vai estar em Oeiras (mais propriamente, no Átrio Central de Nova Oeiras, na Alameda Conde de Oeiras), a vender compotas e licores. O evento será este domingo (12 de Maio) das 11h às 19h
Para mais pormenores, podem clicar aqui (é o evento do facebook): https://www.facebook.com/events/457383537664075/

Apesar de ser a primeira vez que vamos para Oeiras, o Mãos de Manteiga já esteve duas vezes na Feira de Produtos da Terra em Bemposta (Mogadouro). Para verem fotos e terem mais ou menos uma ideia do que podem encontrar este domingo, podem clicar aqui:


As coordenadas GPS (mais ou menos, obtidas pelo google maps) são:
38.6938,-9.32132

Cliquem na imagem para a ver maior
Vamos ter licores, compotas (com provas em tostinhas) e muita vontade de vos conhecer.
Esperamos por vocês!

Cá estão as tostinhas, para vos dar água na boca!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Bom ano a todos, e iguarias muito italianas!


Olá seguidores e visitas ocasionais! Há quanto tempo e que saudades de andar por aqui!
Antes de mais, bom ano a todos. Espero que 2013 seja para vocês tudo aquilo que esperam dele, e ainda mais.
Como foi o vosso Natal? O meu foi óptimo, na companhia (sempre!) dos restantes elementos do Clã, com muita conversa e, claro, muita comida.
Este ano a passagem de ano foi num sítio especial, no Encontro Europeu da Comunidade de Taizé, em Roma, e não poderia ter sido melhor! Quem não conhece e para mais informações, clicar aqui. Claro que não cozinhei nada (e comer, enfim, também não foi por demais!...) mas pude provar la bella pizza e os fantásticos gelato. Partilho com vocês algumas fotos, para vos abrir o apetite (o que é um bocado sádico na época pós-festas!):


Gelados deliciosos! Em todo o lado eram bons. Um pouco caros (2 euros, 2,5 euros...) mas pagavam-se ao cone e não à bola, portanto podíamos pedir mais do que um sabor (e eu ainda pedi para porem chantilly - o meu é o da esquerda, de chocolate e pêra com ricotta) Uma delícia! Mas o Santini ganha aos pontos, sempre.


Sinceramente, eu e as pizas, as pizas e eu... mas não me podia vir embora sem experimentar uma piza e estava muito boa. Muito melhor (muito, muito melhor) que as da Telepiza e mais barata (esta menina custou 7 euros e deu para mim e para a minha irmã comermos à vontade!)


Por causa do Cake Boss e do seu programa na TLC, estou à mais de um ano a sonhar com esta iguaria Siciliana - os Cannolis (bolacha frita em banha - muito saudável - recheado com um creme doce de ricotta) Não foram fáceis de encontrar mas por fim (mesmo no fim, antes do comboio para o aeroporto!) lá encontrei uma pastelaria Siciliana. E são tão bons como imaginava! Onde raio arranjo eu agora os cannolis?


E pronto, o Coliseu. Que não é para comer mas que foi um dos sítios que gostei mais em Roma. Simples e lindo. Repararam que esta foto podia ter sido tirada no tempo dos romanos antes de Cristo? Não se vê um único elemento da actualidade.

Espero que tenham gostado desta pequena viagem gastronómica. Bom ano a todos e obrigada pelas vossas visitas :)


domingo, 16 de setembro de 2012

BCAP - Leituras Ressonantes



Para não variar, e à semelhança de todas as outras fases da Blogagem Colectiva Amor aos Pedaços (para quem é novo por este blogue, clicar aqui para ler as fases anteriores), vou publicar atrasada. E desta vez nem posso dar a desculpa da faculdade, porque ainda estou de férias (até hoje à meia noite). A desculpa é outra: não me apetecia escrever novamente sobre culinária. Queria algo mais meu e sobre uma coisa que gosto ainda mais (é verdade, ainda mais!) do que cozinhar: ler. E entre tantos livros que tenho (tantos, tantos...) mais o que já li porque me emprestaram ou requisitei na biblioteca, não sabia o que escolher. Já espreitei na página da Rute e vi que os livros já foram abordados noutro blogue, e peço desculpa por isso. Vou tentar não me focar tanto nos livros, e mais no acto da leitura. E o mesmo tema dá sempre publicações diferentes, portanto espero que gostem da partilha!

1ª Fase - Encantamento
Duas prateleiras das minhas estantes estão dedicadas aos livros de quando era pequena. O meu favorito era (e continua a sê-lo) um chamado "Um tesouro de Contos de fadas". As imagens, as letras, as histórias, o cheirinho das folhas... é puro encantamento de se ler! Do princípio ao fim! Também saliento os livros da Anita, cuja colecção me ocupa um bom espaço da prateleira, entre os comprados especialmente para mim e para a minha irmã e os herdados da mãe. Não podia também deixar de falar do conjunto de livros "O meu pequeno cofre de contos Grimm", oferecidos pela minha madrinha EXCLUSIVAMENTE a mim (esta parte só quem é gémeo consegue entender!) e que guardo com carinho e devoção que guardaria a mais estimada relíquia. Todos eles são encantamento instantâneo, úteis ainda hoje para me animar nos momentos mais "desencantadores" da vida. As minhas horas de deitar quando era pequena eram privilegiadas, sem dúvida.


2ª Fase - Desencantamento
Aqui vou falar dos livros que ainda não consegui ler, ou que li e que no fim nem sei bem como consegui ler até ao fim (peço desculpa a quem goste, gostos são mesmo assim!). São os únicos livros desta publicação que aconselho que NÃO LEIAM). Em primeiro lugar, todos os livros do Nicholas Sparks. Eu não li os livros todos (só li uns três ou quatro, o que até já é demais), e foi na minha fase de entrada na adolescência, quando ainda lia tudo o que me aparecia à frente (tinha muito tempo livre, ou pelo menos mais do que tenho agora). São mesmo mauzinhos. Mas o facto é que vendem, e eu própria os li, portanto... Outro livro que está na prateleira há anos e que até me custa a crer não gostar dele, é o "Rio das Flores", do Miguel Sousa Tavares. Não sei porque não o consigo ler, mas não consigo mesmo. Não gosto mesmo nada. Já li a contracapa (coisa que raramente faço) e parece uma história interessante, mas li apenas o primeiro capítulo, e a bocejar. E tenho de acabar esta secção com a saga "Twilight", oferecida pela minha avó (tenho dois exemplares da saga). Não há paciência para ler sobre vampiros que brilham. Vampiros comem donzelas indefesas e morrem com o sol, certo? Ok.



3ª Fase - Esperança
Nesta fase vou pôr os livros que quero ler, que já estão em lista de espera na minha prateleira, que penso que vou gostar mas que ainda não encontrei o momento certo para os ler. São eles "O Conde de Monte Cristo", do Alexandre Dumas, e "Os Miseráveis", do Vítor Hugo. Estes são os meus calhamaços que quero ler alongo prazo. A curto prazo (ou seja, ainda este ano) quero ver se leio os "Cem anos de solidão" do Gabriel Garcia Marquez (nunca li nada dele e a minha prima Silvie disse que foi o único livro que leu duas vezes, o que me deixou curiosa) e "Servidão Humana", do meu querido Maugham.



4ª Fase - Questionamento
Esta fase é difícil, mas vou tentar incluir livros que me fizeram "pensar". Isto é um bocado parvo, até, porque todos os livros me fizeram pensar, mesmo os mais tolos. Todos os livros têm lugar no seu contexto, e dizer que um livro é bom porque "faz pensar" não é um bom argumento para nos levar a ler seja o que for. Daí que os livros que vou incluir aqui, apesar de não serem os meus preferidos, fizeram-me pensar na altura em que os li e que me marcaram à sua maneira porque foram lidos naquele contexto. São eles "Coração", de Edmundo de Amicis (já o li há anos...), "Memórias de uma gueixa", de Arthur Golden, e "A vida na porta do frigorífico", de Alice Kuipers (constituído apenas por mensagens em post-its na porta do frigorífico). E claro, a "Biblia", fiel companheira de catequese, retiros, reflexões, orações e algumas leituras de cabeceira.



5ª Fase - Reintegração
Nesta fase vou incluir livros que já li incontáveis vezes, que quase sei de cor, e que sempre que os leio são como voltar a encontrar um velho amigo. E tenho de ler "aqueles" livros. Se me emprestassem outro exemplar do mesmo livro já não seria a mesma coisa. Não têm as folhas dobradas nas passagens favoritas, não têm o mesmo cheiro, não têm a fita cola nas lombadas... Enfim, manias. São eles a colecção do Harry Potter, de J. K. Rowling (durante grande parte da minha infância e adolescência quase que vivia para ler o próximo livro do Harry Potter), "Terra Bendita", de Pearl S. Buck (o 1º livro de uma fantástica trilogia sobre uma família de chineses e que aconselho a toda, toda a gente que leia pelo menos uma vez na vida) e, o meu livro favorito, mesmo mesmo, mesmo e a sério, e que ainda não foi destronado por mais nenhum, "O Fio da Navalha", de Sommerset Maugham. Adoro o escritor (a maneira dele escrever, claro, que infelizmente não o pude conhecer pessoalmente - o homem já estava morto e enterrado ainda antes da minha mãe nascer), e adoro o livro ainda mais. Às vezes até pego nele e leio uma página ao calhas. Valem todas a pena.



E pronto, espero que tenham gostado desta viagem nada culinária, mas muito minha. Sem comida de jeito a vida seria triste, mas sem um bom livro ao pé seria completamente impossível.

Nota: Consegui arranjar na net imagens dos livros nas edições que eu tenho ^^


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Algumas imagens do meu dia...

Como sempre, o último dia de férias na terra do meu pai foi passado a fazer coisas que por preguiça falta de tempo foram deixadas para o fim. Portanto, de manhã foi apanhar amoras (enquanto a mãe fazia doce de tomate) e de tarde as pêras e fazer pêras em calda. As amoras já estão congeladas para fazer doce mais tarde em Lisboa e as pêras maiores e mais maduras estão no caixote da fruta, prontas a serem colocadas na mala do carro para se transformarem em doce. Adoro esta parte do verão!


As amoras ainda no balde



Os frascos de doce de tomate a criar vácuo


Pêras, aqui vamos nós!


As pêras mais mirradinhas (este ano houve pouca água e numa das pereiras as pêras eram autênticas "pêras baby"), a fazer companhia aos frascos, em lista de espera para serem transformadas em pêras em calda!


A nossa Safira, que observou à janela todo este trabalho, interrogando-se sobre o que raio estaríamos nós a fazer...

As malas estão prontas, as frutas, legumes, compotas e afins já estão na garagem, em lista de espera para a mala do carro. A Safirinha não pára quieta, deve estar com medo que a deixemos cá... As despedidas também já foram feitas, com beijinhos repenicados e abraços apertadinhos. Fico sempre tão triste quando me vou embora, daqui até à Páscoa parece uma eternidade, mas no fim acaba sempre por passar depressa!

E desse lado, como vivem o fim das férias? Também há compotas, conservas e despedidas?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Parabéns ao Mãos de Manteiga!!!

Pois é, hoje o meu blogue faz um aninho!
Apesar de pequenino e de totalmente amador, é uma data que merece ser lembrada! Obrigada a todos os seguidores deste meu cantinho e por todos os comentários simpáticos com que mimam cada receita. 
Foi um ano de muitas experiências culinárias (algumas correram melhor que outras, é verdade!) e de muitas partilhas gastronómicas. Aprendi muita coisa também (saliento a saga do tofu, lembram-se?), conheci novos ingredientes e aprendi formas diferentes de cozinhar. Digamos que aumentei de horizontes culinários! E em todo o ano não recebi uma única vez um comentário menos simpático. É muita coisa a ser comemorada, não acham?


E para que a comemoração seja em grande, não se esqueçam do pequeno passatempo que organizei para este primeiro aniversário. Têm ainda uma semana para participar! 


Beijinhos e obrigada a todos!

domingo, 1 de julho de 2012

Festa de anos!

É incrível, mas só agora vou conseguir postar e falar um bocadinho das receitas que me aventurei para a minha fantástica festa de anos, o fim de semana passado! 
Sempre adorei festas de anos, comemoradas sempre que possível com alguma pompa e circunstância, afinal são três pessoas a fazer anos (eu e a minha irmã fazemos dia 20 e a minha mãe a 19). O ano passado, porque estas coisas de festas sempre dão trabalho e toda a gente (toda a gente mesmo) ultimamente comemora os anos num restaurante, em que cada um paga o seu, não me apetecia muito gastar dinheiro para toda a gente vir comer de borla, principalmente gastando eu dinheiro nas festas de anos deles (digamos que estava um bocado em "modo rezingona"...). Mas não foi a mesma coisa, e este ano tivemos de voltar à tradicional festa. E temática, afinal casávamos os anos (20 anos dia 20!). 
Como eu e a minha irmã gostamos muito de tudo o que tenha a ver com Israel e com Judaísmo, o tema da festa foi fácil: Israel! Neste post vai apenas o bolo, encomendado numa pastelaria (eu queria fazer em casa, mas ainda bem que optámos por encomendar, ficou lindo e delicioso), mas nos posts seguintes partilho com vocês a maravilha de receitas israelitas/judaicas que decidimos experimentar!


O "design" do bolo foi feito por mim. A do lenço laranja sou eu, a do lenço roxo a minha irmã e a do lenço amarelo a minha mãe. Os nossos nomes estão em hebraico. Eu sei que lenços na cabeça não é muito israelita, mas a Palestina é já ali!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Olá!

Este blogue surgiu da ideia de partilhar as experiências que vou fazendo cá em casa. Raramente vão ver por cá alguma ideia original, da minha autoria, pois o que gosto de fazer é pegar numa receita, reproduzi-la e tentar ajustá-la aos meus gostos e à minha disposição no momento.
Gosto de experimentar coisas novas, e é isso que vou tentar partilhar com vocês. Espero bem que com poucas catástrofes para contar...