domingo, 1 de julho de 2012

Festa de anos!

É incrível, mas só agora vou conseguir postar e falar um bocadinho das receitas que me aventurei para a minha fantástica festa de anos, o fim de semana passado! 
Sempre adorei festas de anos, comemoradas sempre que possível com alguma pompa e circunstância, afinal são três pessoas a fazer anos (eu e a minha irmã fazemos dia 20 e a minha mãe a 19). O ano passado, porque estas coisas de festas sempre dão trabalho e toda a gente (toda a gente mesmo) ultimamente comemora os anos num restaurante, em que cada um paga o seu, não me apetecia muito gastar dinheiro para toda a gente vir comer de borla, principalmente gastando eu dinheiro nas festas de anos deles (digamos que estava um bocado em "modo rezingona"...). Mas não foi a mesma coisa, e este ano tivemos de voltar à tradicional festa. E temática, afinal casávamos os anos (20 anos dia 20!). 
Como eu e a minha irmã gostamos muito de tudo o que tenha a ver com Israel e com Judaísmo, o tema da festa foi fácil: Israel! Neste post vai apenas o bolo, encomendado numa pastelaria (eu queria fazer em casa, mas ainda bem que optámos por encomendar, ficou lindo e delicioso), mas nos posts seguintes partilho com vocês a maravilha de receitas israelitas/judaicas que decidimos experimentar!


O "design" do bolo foi feito por mim. A do lenço laranja sou eu, a do lenço roxo a minha irmã e a do lenço amarelo a minha mãe. Os nossos nomes estão em hebraico. Eu sei que lenços na cabeça não é muito israelita, mas a Palestina é já ali!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Lasanha de Courgette


A courgette (ou curgete, ou courgete, ou grogete ou georgete - sim já vi de tudo nas mercearias!) é um dos meus legumes favoritos, e tenho a sorte de se dar na horta urbana do meu pai como as silvas, ou seja, quando começa a dar é um nunca mais acabar de courgette! Gosto muito para substituir a batata nas sopas (é que eu e a batata, enfim...).
Cá em casa não comemos muito lasanhas, e acho mesmo que a "tradicional" (massa e carne) nunca foi feita, mas desta vez apetecia-me experimentar, em vez de placas de massa, usar placas de courgette! Sinceramente, na minha opinião fica ainda melhor que usando massa, porque a massa não sabe por si só a nada (sim, a que é que sabe a massa?) e a courgette sempre sabe a... a... courgette!

Ingredientes:
2 courgettes grandes (as minhas eram mesmo MUITO grandes)
Carne picada (acho que era à volta de 500 gr)
1 cebola
2 dentes de alho
2 folhas de louro
Azeite
Polpa de tomate
Alho em pó
1 copo de vinho branco
1 pacote de molho béchamel (a minha mãe fez-me caseiro para eu usar, mas neste caso, contra o que é costume, prefiro o de compra!) misturado com um pouco de noz moscada
1 pacote de queijo ralado

Modo de fazer: Cortar a cebola em cubos e alourá-la no azeite, com as folhas de louro, numa frigideira grande e funda. Juntar os dentes de alho picados. Juntar a carne picada e fritar. Refrescar com o vinho branco. Juntar polpa de tomate (bastante - eu como uso ainda o tomate triturado do verão passado em couvetes de gelo, ponho sempre ao calha e nunca conto os cubinhos) e o alho em pó e deixar reduzir (convém ficar mais seco que uma lasanha normal porque a courgette tende a deitar muita água). No fim retirar as folhas de louro. Cortar as courgette em fatias grossas no sentido do comprimento (as minhas foram finas de mais, depois a courgette deitou imensa água e quase nem se via no meio da carne). Montar a lasanha, alternando molho béchamel+camada de carne+camada de courgette. Acabar com uma camada de courgette, cobrir com o resto do molho béchamel e polvilhar com o queijo ralado e levar ao forno!
A minha ficou com carne a mais e courgette de menos, para a próxima corto em tiras mais grossas e já deve sair melhor.
Ficou uma delícia e até a minha irmã, que não gosta muito de courgette, gostou!




sábado, 16 de junho de 2012

BCAP - Questionamento e... que receita?


Estive mesmo quase para não participar desta vez, com os exames e com tudo o que tenho na cabeça neste momento nunca mais me lembrei sequer! Ts ts... mas não podia ser! Apesar de atrasada, como sempre.

Confesso que não sei distinguir muito bem o questionamento de todas as fases da minha vida. Sim, porque a minha vida (e todas as vidas) são como a vida da larva, sofre várias metamorfoses. Só que, ao contrário da larva, o final nem sempre é a transformação em borboleta...
Em todos os momentos, o questionamento está presente: será que estou a fazer o que está certo? Será que deveria fazer as coisas de maneira diferente? Que caminho optar? São tantas as possibilidades! Será que devo arriscar com aquela pessoa? Será que me fará sofrer? E, também, a dificil decisão de pôr fim a algo que se calhar nunca deveria ter tido um principio...
Gosto de questionamentos, de encruzilhadas, de mudanças. Entre mudar e ficar na mesma normalmente opto por mudar. Se for para pior, paciência, para a próxima a coisa correrá melhor com toda a certeza. Mas dificilmente as minhas escolhas são impensadas, normalmente gosto de analisar todas as possibilidades, analisar prós e contras e só no fim puder tomar uma decisão que posso dizer minimamente consciente. Mas resta sempre aquela, nem sei, melancolia (?) das decisões tomadas ao sabor do momento, impensadas, só para ver no que dá. Quem de dera ser capaz de não pensar tanto e atirar-me de cabeça, às vezes...

Não foi de propósito, mas não me cosnegui decidir por uma receita para hoje. Pensei numas asinhas de frango agridoces (pela simbologia da decisão, o amargo e o doce...), ou então alguma sobremesa de várias camadas, também pela simbologia. Acho então que desta vez a receita vai ser mesmo um prato de questionamento, com aroma de indecisão e servido acompanhado pela dúvida, polvilhado com vontade de arriscar!



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Biscoitos de Gengibre


As bolachas de gengibre estão associadas ao Natal, mas tinha comprado uns cortadores de bolacha tão fofinhos que não consegui resistir: tinha de fazer bolachas! E apetecia-me mesmo umas cheias de especiarias... E foi assim que, nas pausas do estudo de Psicologia do Desenvolvimento, nasceram estas bolachinhas que ficaram simplesmente deliciososas, para além de muito coloridas (apesar do meu jeito para decprações deixar um pouco a desejar...). Adaptei a receita daqui.

Ingredientes:
3/4 cháv. chá açúcar
1/2 cháv. chá de margarina amolecida
2 ovos (usei caseiros que a mãe de um amigo me dá ^^)
1/4 cháv. de mel
3 e 1/4 cháv. farinha
2 c. chá bem cheias de gengibre em pó
1 c. fermento em pó (na receita original pedia bicarbonato, mas eu não tinha)
1 c. chá canela em pó
1/2 c. chá noz-moscada
1/2 c. chá sal
cravinhos q.b. ou 1/2 c. chá de cravinho em pó

Modo de fazer: Bater o açúcar com a margarina com a batedeira, juntar os ovos e o mel e bater até misturar bem. Juntar as especiarias e o fermento e bater. Por último, juntar a farinha. Eu bati 2 copos com a batedeira, mas quandpo pus o resto da farinha já tive de amassar com a mão. Fazer um rolinho sobre um rectângulo de película aderente e espetar na massa alguns cravinhos. Apertar a película em torno do rola da massa de modo a parecer um rebuçado e levar ao frigorífico durante uma hora, pelo menos (eu foi durante o tempo que levei a estudar o desenvolvimento moral de Piaget...). 
Ao fim deste tempo, tirar a massa do frio, retirar os cravinhos, dar uma massadela rápida, estender com o rolo e cortar os biscoitos.


Não os contei, mas renderam muiiiitooos biscoitos, ainda pensei em congelar metade da massa já cortada em biscoitos para num dia de eventualidades ser só colocar num tabuleiro e ir ao forno, mas acabei por cozer tudo.
Levar ao forno em tabuleiros cobertos com papel manteiga ou vegetal untado com margarina durante mais ou menos 10 min, em forno baixo (180º).
Deixar arrefecer e decorar com glace:
Ingredientes da Glace:
Açúcar em pó
Leite

Modo de fazer: Misturar açúcar em pó com uma pinguinha de leite e mexer até ficar uma pasta. Cobriros biscoitos e deixar secar de um dia para o outro. Eu para cada molde fiz uma decoração diferente:

Elefantes e Hipopótamos:



Cobrir com glace e deixar secar durante uma hora. Desfazer um pouco de achocolatado com açúcar em pó com um pouco de leite e com um pincel pintar os olhos e as narinas.

Corações:

Cobrir com a glace e cobrir com enfeites coloridos.

Estrelas:

Cobrir com a glace e cobrir com confeitos em formato de pérolas que triturei dentro de um saco de plástico com um martelo dos bifes (só depois me lembrei do robot de cozinha) de modo a fazer uma espécie de pó prateado. Cobrir os biscoitos.

Bolachas da Alice do País das Maravilhas

Cobir com a glace, deixar secar uma hora e com um pincel e a mesma mistura de achocolatado usado nos elefantes e hipopótamos escrever com um pincel "EAT ME".

Ursinhos
Cobir com uma mistura de glace mais liquida e chocolate, cobrir com granulado de chocolate e contornar com a mistura de achocolatado dos elefantes e hipopótamos.

Tarã!


A minha irmã, de rolo da massa em punho! Está a dizer adeus a todos da blogosfera ;)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Bolachas de chocolate e pepitas de chocolate branco


Estas bolachinhas (receita tirada daqui), que já andava há séculos a querer experimentar, foram as escolhidas para este domingo. Cá em casa a "maria das bolachas" é a minha irmã (que já volta esta semana do estágio, yei!), mas de vez em quando apetece-me. Adoro fazer bolachas na terra do meu pai, onde temos o forno eléctrico industrial com quatro tabuleiros e cabem as bolachas todas espaçadas... cá em casa fazemos sempre em duas fornadas ou juntamo-las mais e o resultado é ficar tudo fundido numa grande bolachona. Desta vez fiz só uma fornada e só se pegaram ligeiramente duas ou três, portanto foi um sucesso!
O cheirinho que ficou na cozinha é indescritível. As bolachas são uma bomba de chocolate, e o que lhe dá mesmo outra graça são as pepitas enormes de chocolate branco. É sem duvida uma receita a repetir, mas não muitas vezes, comem-se depressa demais!



Ingredientes:
100 gr de margarina amolecida
2 ovos
2 1/2 chav. chá farinha
1/2 cháv. chá cacau em pó
1 e 1/2 cháv. açúcar.
1 c. sobremesa de essência de baunilha
1 c. sobremesa fermento em pó
200 gr chocolate branco de culinária, picado em pedaços


Modo de fazer: Misturar todos os ingredientes, excepto o chocolate. Quando a massa estiver homogénea, juntar o chocolate picado e misturar bem. Moldar bolinhas (como a massa fica um pouco elástica, usei uma colher) e dispor com bastante espaço entre elas num tabuleiro com papel vegetal untado com margarina, ou papel manteiga. Levar a cozer uns 25 minutos (com a cozedura, elas vão-se espalhando). As bolachas parecerão ainda mal cozidas, mas têm de estar moles pois quando arrefecerem ficarão mais duras.
Tarãn!


domingo, 27 de maio de 2012

Pirâmides de Chocolate - Aproveitamento de bolos


Olá a todos!
Esta semana foi bastante atarefada e pródiga em bolos. A minha irmã aproveitou a semana do ENE para fazer uns trabalhos de grupo e os colegas acamparam cá em casa! Como em todos os bons "acampamentos" tinham um vasto fornecimento de bolos e bolachas, e sobejou quase metade de um bolo enorme e delicioso de canela, que foi fazer companhia a outra parcela de bolo de maçã (já duro) do fim de semana passado. Foi assim que me vi com 500 gr de bolos secos que já ninguém ia comer no seu estado natural.

Pensei em aproveitar e fazer um género de zuppa inglesa, mas entretanto vi aqui a receita destas pirâmides que tanto se viam antigamente nos cafés e que a minha mãe adorava. Tinha de experimentar! Como é hábito, fiz as minhas alterações e resultaram 19 mini pirâmides que foram bastante elogiadas.
Ingredientes (rendeu-me 19 pirâmides pequenas):
500 gr de restos de bolos (a receita original pedia apenas 350 gr)
200 gr margarina derretida
50 gr chocolate em pó
2 c. sopa de açúcar
1 ovo
100 gr de amêndoa palitada
200 gr de passas maceradas num cálice de vinho do porto.
Cobertura e decoração:
200 gr chocolate culinária
1 pacote de natas
1 c. chá margarina
1 c. sopa de açúcar
Cerejas cristalizadas/frescas q.b.


Modo de fazer: Misturar muito bem com uma vara de arames a margarina, o açúcar e o chocolate me pó. Acrescentar os bolos desfeitos no robô de cozinha (1,2,3), os palitos de amêndoas cortados groseiramente e as passas (também as cortei em pedacinhos) e o ovo (o bolo de canela deu-lhe um toque especial, por isso sugiro que acrescentem canela a gosto). Misturar tudo muito bem com as mãos. Levar ao frigorífico 30 min.
Retirar do frio e formar pirâmides do tamanho que quiserem (as minhas ficaram relativamente pequenas).

Derreter o chocolate no microondas com a margarina de 1/2 pacote de natas. Verter sobre cada pirâmide. Levar ao frio de preferência de um dia para o outro.
Quando o chocolate solidificar (fica sempre um pouco cremoso) bater o resto do pacote de natas em chantilly, juntar o açúcar e fazer pequenas "rosetas" com um saco de pasteleiro no topo de cada priâmide. Enfeitar com um pedacinho de cereja (eu usei cerejas frescas).
Voilá!



Sei que há gente toda esquisita com aproveitar restos de bolos, mas não vejo que mal possa ter: são apenas bolos ou biscoitos duros e que já ninguém quer comer numa fatia! Pareceu-me uma excelente maneira de lhes dar uma nova vida e um fim muito mais original (e económico) que o caixote do lixo - e nesta casa nada se perde, tudo se transforma!

terça-feira, 15 de maio de 2012

BCAP - Esperança e bombons La Fayette


As aulas de História no secundário eram muito produtivas. Com a minha amiga (e afilhada) C., entre conversas, fofocas, resumos, anedotas, jogos de galo e tudo o mais, íamos aprendendo qualquer coisa de história também. Tenho perfeita noção que não me calava por um minuto, mas tinha (e tenho ainda, mesmo na faculdade) uma vontade inata de falar, o que posso fazer? Está nos genes!
Essa minha amiga teve a certa altura um namorado que, para pudermos sussurrar conversar à vontade e ninguém saber do quê, o baptizei de La Fayette. Não faço ideia porquê, mas aposto que nessa altura devíamos estar a dar a Revolução Francesa, não sei porquê, é um palpite que tenho!...
A história do La Fayette (juro que já nem me lembro do nome a sério do rapaz) foi de pouca dura e lá houve o dia, na aula de História, em que o ambiente foi pesaroso e triste. Sou pessoa de fracos consolos, e nas alturas em que devo, em que sei que devo dizer alguma coisa saída do fundo do coração de forma a animar outra pessoa, ou consolá-la, ou a enchê-la novamente de Esperança, nem que seja só uma restiazinha, um fio de luz no fundo do túnel, nessas alturas tenho a certeza que os braços aumentam de tamanho, nascem-me novos e desajeitados dedos no cimo das mãos, e as palvras profundas, belas e perfumadas de esperança e consolo morrem antes mesmo de chegar à boca, ou enrolam-se debaixo da língua, não sei bem, e eu só consigo acenar com a cabeça ou dizer banalidades que podem chocar de suposta insensibilidade. 
Nesse dia deve ter acontecido algo do género e eu regressei a casa triste pela tristeza dela, e então lembrei-me de fazer o que faço sempre nessas alturas: filmes, pipocas e bombons! Nada como uma comédia ou um filme de terror acompanhado de bonbons. Porque para amarguras confesso que não há remédio como bonbons. Não me lembro que filme vimos, mas lembro-me que fiz estes bonbons, que passei para o meu caderninho de receitas como "Bonbons La Fayette", para servir de referência para desgostos de amor futuros, quando é necessário devolver a esperança a quem ficou só. Quando soube o tema deste mês, soube instantâneamente que eram os escolhidos.
A receita é super fácil, e lembro-me que tirei de uma revista (Tele Culinaria, talvez? Ou seria Mulher Moderna na Cozinha?).



Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 c. chá de margarina
1/2 tablete de chocolate de culinária (um pouco menos)
1 c. sopa de óleo
Drageias coloridas q.b.

Modo de fazer: Levar ao lume um tacho com o leite condensado e amanteiga, até atingir o ponto de estrada. Despejar sobre uma mesa/bancada untada de óleo e deixar arrefecer. Entretanto, derreter o chocolate com o óleo, em banho maria. Fazer bolinhas com a massa de leite condensado, mergulhar no chocolate derretido e dispôr numa superfície untada com óleo. Cobrir com drageias coloridas. Quando o chocolate estiver seco (eu deixo de um dia para o outro), despegá-los um a um e colocar numa bomboneira ou em forminhas de papel.


Aconselho a toda a gente, com a promessa de, se não conseguir restituir a esperança, de servir de consolo em momentos mais amargos da nossa existência!