quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cinnamon rolls


No outro dia fui ao IKEA, coisa que odeio solenemente mas que a minha irmã adora. E eu, como a adoro a ela, também fui para lhe fazer companhia.

Aliás, eu nem odeio particularmente o IKEA. Prefiro ir ao IKEA do que a qualquer centro comercial. Prefiro anda a ver móveis que andar a ver roupas! Adorava o meu guarda roupa se auto renovasse. Não me importava de ter um marido que adorasse comprar roupa e que aproveitasse as suas deambulações pela Primark e assim e me comprasse roupa a mim. Como muitas mulheres fazem aos maridos, ainda hoje em dia como por ex. a minha mãe

Mas desta vez, começámos pelo lado certo do IKEA, ou seja: pelo lado do café. Fomos beber o cafezinho, e por 50 cêntimo tinha direito a um copo de papel que podia encher as vezes que quisesse com café (de qualidade um pouco duvidosa, mas ainda assim aceitável) e um bolinho de canela. Naquela tarde de domingo que chovia que parecia desabar o mundo, o café quentinho, quase grátis, e um cinnamon roll acabadinho de sair do forno soube-me pela vida e permitiu-me sobreviver a um resto de tarde de deambulações por simulações de casas minúsculas. 


Na quarta-feira passada, como um sinal do destino, a Patrícia do blogue "Coco e Baunilha" publicou uma receita de cinnamon rolls de aspecto delicioso e absurdamente tentador, muito parecidos com os bolinhos do IKEA. Apesar de gostar muito de trabalhar com massas lêvedas (dá para descarregar as fúrias!), o processo de as pôr a levedar não coincide com o meu pouco tempo livre, mas às terças costumo ter o dia desocupado. Comprei fermento de padeiro em saquetas e ontem, a meio do estudo, não resisti! E ainda bem, porque animou o meu dia e perfumou a minha casa de baunilha e canela...

E digo-vos uma coisa: quentinhos, acabadinhos de sair do forno, frente à televisão e com uma mantinha nas pernas... Muito melhor que os do IKEA!

Ingredientes:
MASSA
  • 1 ovo
  • 40 gr de margarina
  • 30 gr de açúcar amarelo
  • 120 ml de leite de soja natural
  • 300 gr de farinha 
  • Fermento de padeiro em saquetas (cada marca tem a sua própria conversão por kg de farinha: eu 5 gr de pó da Fermipan). 
  • 1 pta de sal

RECHEIO
  • 50 gr de margarina
  • 80 gr de açúcar amarelo
  • 1 c. sopa de canela
  • 1 c. sopa de farinha

Modo de fazer:
Amornar o leite. Com uma batedeira bater a margarina, o açúcar, a baunilha e o sal. Juntar o leite e a farinha peneirada. Amassar durante 10 min. A massa deve ficar elástica e pegar-se aos dedos. 

Tipo assim!
Polvilhar com farinha os cantos do recipiente onde amassaram a massa, cobrir com película aderente e um pano e deixar levedar num sitio quente e sem correntes de ar (eu deixei na cozinha), durante 1h30min. 

A massa a dormir!
Iei, o fermento funcionou!
Derreter a margarina do recheio. Numa tigela, misturar a margarina derretida com o açúcar, a canela e a farinha até formar uma pasta. Reservar.


Amassar a massa ligeiramente e estendê-la, com a ajuda de um rolo, num rectângulo de 40 por 30 cm. 


Cobrir com a mistura do recheio...



... e enrolar pelo lado maior como se fosse uma torta. Cortar em 9 partes iguais (eu cortei em 10 e arrependi-me, porque só couberam 9 na forma). 


Colocar as rodelas pelo lado do corte num tabuleiro forrado com papel manteiga e deixar levedar mais 20 min. 

Substimei claramente a dimensão da massa!
Cresceram um "bocadinho"
Ao fim desse tempo, eu coloquei-os numa forma redonda, mas podem deixá-los no tabuleiro, e levar ao forno durante 25 min, a 180ºC. 

9 dos 10 cinnamon rolls, muito bem apertadinhos
Servir quentinhos, que é como me sabem melhor! Acompanham muito bem dias de chuva e uma grande caneca de chá. 

Mnham!

sábado, 5 de outubro de 2013

Quem é que gostava de marmelada, mesmo?

Desta marmelada, não houve muita gente que se manifestasse!
E desta, quem gosta?

Não se esqueça que amanhã vamos estar na Alameda Conde Oeiras (frente aos CTT de Oeiras) a vender compota, licores e... marmelada! Esperamos por vocês.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Muffins de maçã e canela com crumble de aveia


Como podem ver aqui pelas receitas do blogue, não sou muito de fazer muffins (ou queques, se quiserem usar palavras bem portuguesas). Quando os faço, é normalmente porque sobeja massa de algum bolo e já não cabe na forma, por isso uso o restinho para encher umas quantas formas de muffins e não se desperdiçar nada. 


Coitados dos meus muffins. São a escolha do refugo! Mas já tive surpresas deliciosas com os bolos-que-também-viraram-muffins, e que vieram parar aqui ao blogue, como os muffins de manga e os muffins de casca de banana com pepitas de chocolate branco - neste ultimo caso, os muffins ficaram mil vezes melhor que o bolo e foi, realmente, uma ideia muito feliz.


Mas apesar de não ser rapariga de fazer muffins, é humanamente impossivel resistir ao aspecto destes de maçã e canela, do blogue "Palavras que enchem a barriga!". Conjugou-se uma tarde de terça-feira chuvosa, com o facto de eu ter passado o dia inteiro de pijama a estudar, e o raio dos muffins não me saírem da cabeça. Tens razão Joana, os muffins são mesmo barulhentos, ainda antes de os fazer já estavam a fazer barulho!..


Acordei ao meio-dia (3ª não tenho aulas), era para ter ido ao ginásio de manhã mas o tempo não estava muito apetecível (achei muito mais proveitoso ficar a dormir!). Já me sentia um bocadinho culpada por ir fazer bolos a meio da semana, e ir passar o dia sentada fez-me decidir que os muffins ficavam para outras núpcias. Mas continuava a chover, o estudo não rendia por aí além, o meu pijama era fofinho e quentinho e apetecia-me alguma coisa substancial para acompanhar o meu chá. Fui espreitar os ingredientes. Tinha tudo, e o que não tinha podia ser substituído. Fiz a única coisa que podia fazer nestas circunstâncias: mandei as culpabilizações à fava e fui para a cozinha!

E o melhor de tudo é que as culpabilizações desvaneceram-se completamente à primeira dentada :) Mais uma receita a ser repetida muitas e muitas vezes...


Ingredientes (deu-me para 10 muffins deliciosos)
Muffins:
1 cháv. + 1 c. sopa de farinha sem fermento
1 c. chá de canela
1/2 c. chá bicarbonato de sódio
1/4 c. chá de fermento em pó
1 pta de sal
Meio ovo (bater ligeiramente o ovo para o conseguirem dividir)
Meia chávena de buttermilk*
3 c. sopa de óleo
1/2 c. chá baunilha em pó
3/4 cháv. de açúcar amarelo
1 maçã pequena (usei biológica, uma delicia)

* buttermilk: aquecer os 3/4 cháv. de leite (usei leite de soja e arroz) durante uns 15 s no microondas (só para ficar morninho). Juntar 1 c. sopa de vinagre (usei de maçã) e deixar repousar 10 min no mínimo. O leite vai coalhar e formar o buttermilk. 

Crumble de aveia:
4 c. sopa de açúcar amarelo
3 c. sopa de farinha (a receita original pedia farinha de aveia, mas como não tinha usei de trigo normal).
2 c. sopa de flocos de aveia fina
1/2 c. chá de canela
1 1/2 c. sopa de margarina 

Modo de fazer
Descascar a maçã e parti-la em pedacinhos pequenos.


Numa tigela, misturar a farinha, a canela, o bicarbonato de sódio, o fermento e o sal.


Noutra tigela, bater o ovo com o buttermilk, o óleo, a baunilha e o açúcar, até ficar tudo bem misturado (usei a batedeira eléctrica).


Juntar os ingredientes líquidos aos secos e misturar com uma colher de pau - não misturar demais, apenas o estritamente necessário. Acrescentar a maçã e envolver.


Colocar a massa nas forminhas para muffins (tenho umas de silicone que comprei num chinês). 

Agora para o crumble:
Misturar os ingredientes todos com as mãos e envolver até ficar uma mistura semelhante a areia molhada.

Dividir o crumble pelas forminhas...



...e levar ao forno a 190ºC durante 25 min.



Confirmou-se o aviso da Joana: é extremamente difícil comer só um!


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Estamos de novo na Feira de Oeiras!


Se seguem a nossa página do Facebook, de certeza que já ouviram falar disto - estamos novamente na Feira de Rua de Oeiras!

Este domingo, 6 de Outubro, das 11h às 19h, lá estaremos com as nossas compotas e licores à espera de quem nos queira visitar! Mesmo que não queiram comprar nada, podem sempre fazer-me uma visitinha - gostava muito de conhecer pessoalmente quem me segue desse lado!

Para além dos doces e dos licores aos preços habituais (mas com algumas variedades diferentes!), vamos ter também alguns cabazes com compotas e licores prontinhos para oferecer.

O preçário! A maioria das nossas compotas estão nos frascos de 350 gr. Para frascos maiores e mais pequenos, fazemos a 5 euros/Kg.
Variedades das compotas. 
Variedades dos Licores
O cartaz dos cabazes. Quando estiverem mais orientados, tiro-lhes fotos e ponho-as na página do blogue e do evento.
A Feira realiza-se na Alameda Conde Oeiras. As coordenadas GPS são (mais ou menos): 38.6938,-9.32132. Chegando lá, se tiverem alguma dúvida sigam o barulho ou perguntem a alguém onde ficam os CTT (estamos mesmo em frente!). 

Carreguem na imagem para aumentar

Espero puder contar com vocês! Até domingo ;)
Para irem acompanhando melhor, aqui está a página do facebook que criei para o evento: https://www.facebook.com/events/218031841691433/
Qualquer dúvida, sintam-se à vontade para esclarecer!

 E agora, algumas fotos da Feira anterior:





segunda-feira, 30 de setembro de 2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Coisas boas das férias

As férias já lá vão, é assim a vida! Mas antes que as férias pareçam longe demais (com a acumulação de trabalho galopante que ao fim desta semana já se deve começar a fazer sentir), queria partilhar convosco algumas das coisas deliciosas que provei durante o mês de Julho, Agosto e princípio de Setembro. Coisas deliciosas que de tanto prazer que me deram a mim não resisto a partilhá-las com vocês:

Pasteis de Belém


No aniversário da minha amiga Joana, fomos fazer um piquenique em Belém (lembram-se dos croquetes de okara e das bolinhas de feijão e aveia?) e terminámos o dia em beleza na Fábrica dos Pastéis de Belém. Nunca tinha entrado lá dentro (a sério...) e só tinha comido uma vez dos pastéis, em 2004, quando vieram os meus primos da França visitar-nos. Quando ia a Belém de vez em quando ia abastecer-me num café lá ao lado (a rosa do não sei quê... ou a estrela do não sei quantos), que também vende pasteis e que eu defendia com unhas e dentes, "mas que parvoíce, uma bicha enorme por uns pastéis de nata..." São muito bons, quase iguais e muito mais baratos, mas na fábrica vêm quentinhos e... admito, são diferentes! E melhores. São mesmo bons, pronto, admito!

Cornucópias da Periquita


Toda a gente vai à Periquita (Sintra) atrás dos travesseiros. Posso garantir-vos que me lembro de ter comido uma vez (UMA VEZ) travesseiros na Periquita. Ok, são travesseiros. Ok, são bons. Mas tudo parece baço (inclusivamente os travesseiros!) ao pé das cornucópias da Periquita! As cornucópias são uma fantástica espiral de massa folha, recheada com creme de manteiga com um sabor leve a caramelo e café e cobertas por um caramelo estaladiço que faz "crac" quando trincamos. É o paraíso na boca. Raramente compro bolos em cafés (tenho de ter cuidado com a linha e tal!), mas num fim de semana chuvoso de Julho (lembram-se? Em Julho choveu que se fartou!) em que visitámos o Palácio da Vila e nos apetecia um café para arrebitar, lá estavam elas a piscar-me o olho. Estiveram muito tempo esgotadas (anos!) - segundo o que me disse um dos trabalhadores, o homem que as fazia esteve doente - mas voltaram. Para nossa alegria!

Castella com gelado e natas


O Nuno (o meu amigo do Karê!) falou-nos de um salão de chá japonês, com chás deliciosos e fatias de pão-de-ló do outro mundo. Hei-de falar um dia destes mais pormenorizadamente do salão de chá "Castella do Paulo", mas por enquanto deixo-vos com a informação que castella é o nome dado ao pão-de-ló japonês, sendo que o sr. Paulo Duarte foi o único estrangeiro que aprendeu a confecção das castellas em Nagasaki. Escolhi uma fatia de castella de chá-verde e uma bola de gelado  de chocolate com feijão azuki. A castella é um bolo que à primeira vista parece denso, mas que se desfaz na boca, e deixa um sabor suave a mel. O sabor do chá verde não o senti, mas não foi por isso que as castellas não deixaram de conquistar um lugar cativo no meu guloso coração. O gelado também estava muito bom, mas eu sou suspeita, adoro feijão azuki!

Porco no espeto com arroz de feijão


Na festa da terra do meu avô, ao pé de Almeida, é tradição servir-se porco no espeto a toda a gente da aldeia. É das minhas comidas preferidas (vai ser a ementa do meu casamento - juntamente com sardinhas assadas - se algum dia me casar!), porque ganha aquele sabor das ervas com que o pincelam, fica com a pele estaladiça... só de pensar nele já estou a salivar!

Cevada com amendoins no café do Benjamin


Só me sinto verdadeiramente de férias em Bemposta (terra do meu pai) a partir do momento em que peço a primeira cevada (em Lisboa em que cafés se pode pedir uma cevada?!) com um pratinho de amendoins (grátis!) no café do Benjamin. Combinação estranha? Só para quem nunca experimentou!

Pastel de nata


Oferecido pela irmã da minha amiga Susete, num dia em que fomos todas à praia do Azibo . Já não comia um pastel de nata há anos (não quero mentir, mas acho que desde o dia 20 de Junho de 2011! Pasteis de Belém não contam...) e comi dois -.-' Depois é inevitável os kg ganhos nas férias...

Amoras silvestres


O verão não me sabe a verão se não for comer amoras das silvas à beira do caminho. Este ano deixavam um pouco a desejar, mas depois de descobertos os sítios onde eram mais saborosas, foi um ver se te avias.

Chá de menta e chocolate


A terra do meu pai fica a 50km de Zamora, e vamos sempre lá todos os naos comprar livros de bolso (muito mais baratos!), orchata e outras coisas que se vêm pouco por cá, ou não se vêm de todo. Desta vez, trouxe um pacote de chá de menta e chocolate, que sabe mesmo a after-eight. Delicioso para o pequeno almoço!

Melancia Branca


Sabe a melancia normal (ou seja, é deliciosa!), mas só encontro nas hortas da terra do meu pai. Quando digo que em Lisboa ninguém conhece ou comeu melancias brancas, fartam-se de gozar comigo... E desse lado, alguém já conhecia ou enquadram-se nos lisboetas que conheço?

Mochis  de amendoim




Numa das minhas divagações pelo supermercado Chen, no Martim Moniz, vi lá estas coisinhas intrigantes e decidi trazer para experimentar. Nos meandros da minha memória estava este post (do já há muito tempo sem actualizações, infelizmente, "Partilhando a Mesa") e fui ver à wikipédia, onde diz que os mochis são umas bolinhas de arroz glutinoso moído recheados com alguma coisa docinha e deliciosa. Trouxe de manteiga de amendoim, e para a próxima vão cair no meu cesto os de feijão azuki. A massa tem uma consistência pegajosa que não consigo comparar com nada ocidental, que fica colada aos dentes e torna impossivel comer só um. Tenho de experimentar fazer em casa.

Cachorros do Jet 7 Bar


Fui passar uns dias à terra do meu amigo Hélder (que é de uma aldeia de ao pé da Sertã). Basicamente, posso resumir esses dias em duas palavras: passear e comer! Confesso que nunca fui grande amiga de cachorros (excepção aos cachorros do "Napoleão", café frente ao meu básico onde podíamos levar "cachorros portáteis" e fazer piqueniques à beira da ribeira, na companhia de amigos, gatunos, ratazanas e patinhos). Mas, ao contrário dos cachorros dessa altura, os cachorros do "Jet 7 Bar" são muito mais que salsicha, batatas e ketchup, a começar pelo tamanho: uma baguete que parece duas, salsicha, queijo, fiambre, batata palha, ketchup, maionese e mostarda, tudo muito bem acondicionado sobre um guardanapo de papel para não fugir nenhuma grama de colesterol ou alguma caloria decidir emigrar. Tudo a pensar no entupimento das vossas artérias! Mas valeu a pena, soube-me pela vida. Único contra: salsicha fria (apesar do pão vir quente), mas não foi por isso que me soube pior.

Bucho


Então é assim: nas "minhas" terras (ou seja, na terra do meu avô e na do meu pai) também há bucho, que é basicamente o estômago do porco cheia de carnes manhosas e gordurentas e orelha, tudo coberto generosamente com colorau. E eu como, não é das coisas que mais gosto mas vou comendo (quando era pequenina adorava, qualquer coisa que levasse orelha tornava-se das minhas comidas preferidas...). Assim, nada me preparava para o bucho da Sertã, que nada tem a ver com os buchos que eu estou habituada a comer! Estes são muito mais compostos, com carne "a sério" bem desfiadinha e arroz. Foi para o meu top5 de comidas preferidas, a descoberta gastronómica do verão!

Figos


Mais uma das preciosidades da terra do Hélder (eu bem vos disse que foi só comer e passear!). Está no meu top 3 de frutas favoritas (ali ela por ela com as cerejas e a melancia!)

Sheesha de Cereja


Há uma linha muito ténue que separa beber chá de fumar sheesha, daí incluí-la aqui. Nunca tinha experimentado fumar sheesha, mas já tinha vontade há muito tempo (desde pequena, nem sei quando...). Não desiludiu!

E com este post, é definitivo: as férias já acabaram e é tempo de voltar à normalidade, não só nas rotinas do dia-a-dia, mas também nos hábitos alimentares. Mas já deixam saudades...