domingo, 6 de julho de 2014

A semana dos queques!


Não sei se já repararam, não sou grande amiga de queques

Não sei porquê, mas os queques irritavam-me: primeiro porque o meu forno é pequeno e enquanto uma fornada de queques está a cozer a outra está em cima da mesa à espera; depois porque os meus queques têm tendência a ficar duros que nem pedras, depois porque não dão jeito a transportar nem a armazenar e por fim - razão principal - porque transbordam das forminhas.

Que irritantes. Mal desvio os olhos deles, quando volto já explodiram pelo forno, sujando tudo em seu redor e arruinando todo o meu esforço. Tento encher pouco as formas, mas às vezes não resulta. 

Posto isto: os queques são giros

E é verdade que eu já tive algumas experiências bem sucedidas com queques, como estes Queques de Courgette, Limão e Maçã Verde, estes de Maçã e Canela com Crumble de Aveia, e, principalmente, os meus queques preferidos de sempre: os famosos Queques de Casca de Banana com Chocolate Branco Caramelizado. Só de pensar neles me dá água na boca...

Por influência da Joana Macieira, do blogue Palavras que enchem a barriga, que agora editou um livro super querido e delicioso inteiramente dedicado aos queques, decidi que já era tempo de perder o medo aos ditos. 

Foram muitas as experiências, e que agora decido partilhar com vocês. Ao longo desta semana, vão ter uma receita por dia, e sempre de queques!

Resultados: será que aprendi de vez a fazer queques? 

Não.

Os meus queques continuam ali no limbo entre o comestível e o banal (talvez se começasse a seguir receitas a sério e não me pôr a inventar tinha resultados melhorzinhos). Nada que mova montanhas, portanto - mas mesmo assim resultam, na generalidade, em queques bastante satisfatórios para acompanhar o meu chá nocturno. Ou para congelar e ir levando para os lanches da faculdade. Ou para distribuir por quem mais gostamos (a minha parte preferida de fazer queques, confesso!).

Acho que os queques são a prova que nem tudo o que fazemos na cozinha tem de ser delicioso e de dar pulos de excitação: às vezes só têm de ser receitas feitas com muito amor e partilhadas com a nossa família e amigos. Se seguirmos isto à risca, o resultado é sempre delicioso.

Espero que gostem!




sábado, 5 de julho de 2014

Tease - A minha primeira vez com cupcakes!


Nunca tinha comido cupcakes, a coisa fazia-me um bocado de confusão: um queque com uma montanha de creme em cima. Mas a verdade é que os cupcakes têm sempre um aspeto delicioso e já andava com vontade de experimentar um. 

A minha irmã devia estar no mesmo comprimento de onda, porque decidiu combinar, para o sábado a seguir ao nosso aniversário, uma saida com os amigos da faculdade e irem experimentar todos os cupcakes da Tease, no Bairro Alto. Depois de ver (e babar!) com as fotos da página do facebook, as minhas expetativas estavam bem lá em cima.

É muito dificil resistir a uma montra destas, sejamos sinceros!
(Foto da pág. do Facebook)

Escolhemos foi o pior dos piores dias para ir para Lisboa - e ainda tivemos a triste ideia de levar o carro. Para além do calor abrasador, era dia de Mega Pic-Nic com o Tony Carreira na Avenida da Liberdade, Manifestação da CGTP-IN e, a completar a confusão, era também dia da Marcha do Orgulho LGBT. Tudo ao mesmo tempo, ou seja, quando nós chegámos, com cara de extraterrestres que caíram ali por engano.

E digo-vos, se conseguimos estacionar no Principe Real no dia da Marcha do Orgulho LGBT, conseguimos fazer qualquer coisa na vida.


Confesso que, apesar de sempre ter dito que detestava Marchas LGBT, que acentuava ainda mais a diferença e blá blá blá, uma pessoa quando está enfiada lá no meio é impossivel não ficar contagiada com a animação. 

Cheguei à Tease com vontade de me sentar, pôr os pés para cima e enfardar cupcakes acompanhados por uma bebida fresquinha. Pedi um Cupcake de Chocolate Guylian e Nutella (parece bem, não parece?) e um Mazangrin, e estive mais de 15 min à espera. Está bem que éramos 10, mas que diabo, é só pegar num queque que já estava numa montra e metê-lo num prato. 

O meu cupcake. Tinha mesmo bom aspeto!

Os interiores

Posto isto, os cupcakes: são bons. Na minha opinião são umas coisas um bocado enjoativas, mas acho que nunca serei pessoa de cupcakes. Provei dos cupcakes de quase toda a gente e decidi partilhar ainda um Cupcake  Red Velvet - de longe, o melhor de todos. Contudo, a cobertura já tinha ganho uma crosta dura, impossível de ignorar apesar de deliciosa na mesma. 


O espaço é fantástico, muito vintage, muito Shabby Chic, mas o atendimento, para além de um pouco lento, é frio (onde está a simpátia e o calor portugueses nos espaços de restauração ultimamente?) e pouco simpático. Para mim, que gosto de sorrisos abertos e dois dedos de conversa de chacha quando vou a qualquer espaço comercial, faz-me ficar triste. 

Mas vou lá voltar, com toda a certeza! Conquistaram-me com os sofás fofos e mesinhas pequeninas. E o Mazagrin estava fresquinho e soube-me que nem ginjas. 

Sofás fofos e com muitas almofadas, uma das maravilhas deste mundo

Mazagrin enorme para empurrar os cupcakes

Tease Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Beijinhos de Coco e Chocolate Branco (com sabor a Raffaello's!!!)


Tenho duas amigas que para o mês que vem vão em Missão para S. Tomé. Para isso tentam angariar dinheiro de várias maneiras - ou seja... FESTAS!

Gosto muito das festas da Procuradoria das Missões Claretianas: não só pela animação, comida abundante e preços muuuiiito baixos, mas porque têm uma coisa muito gira chamada "Mesa da Partilha" onde podemos trazer de casa uma sobremesa e partilhar com toda a gente. Ou seja...

*.* Bolos grátis *.*

Para a Festa dos Santos Populares, no passado dia 22 de Junho, decidi fazer uns brigadeirinhos de coco para levar, aos quais decidi juntar chocolate branco numa tentativa (muito bem sucedida!) de ficar com uns brigadeiros com sabor ao interior dos Raffaello's. 

Foi o céu. 

Mas também... dêm-me um baile com música pimba, duas ou três pessoas com quem dançar, sardinhas assadas no pão e um caldo verde quentinho... tudo o que vier a mais é apenas um extra à minha felicidade.

Sou muito fácil de contentar.


Ingredientes:
2 latas de leite condensado
1 c. sopa de margarina
100 gr de coco ralado + 50 gr para cobrir
100 gr de chocolate branco para culinária (usei da Pantagruel)
óleo para untar as mãos

Modo de fazer: 
Levar ao lume o leite condensado com a margarina, mexendo sempre até engrossar. Juntar o coco ralado e o chocolate branco partido em pedaços e levar novamente ao lume até o chocolate derreter. Deixar amornar e formar pequenas bolinhas (se se pegarem às mãos, untá-las com um pouco de óleo).
Bom apetite!


Rende cerca de 60 "Beijinhos" 
Cerca de 73 kcal/beijinho


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Bolo de Fécula de Batata da prima Mena


A minha mãe tem um caderninho, que não é mais que uma Agenda de 1983, onde na adolescência foi escrevendo receitas dadas pelas família, amigos, família de amigos... Do mês de Janeiro a Setembro estão as páginas reservadas aos doces, e de Outubro a Dezembro estão as receitas dos salgados.

Muito recente, como vêm

É engraçado imaginar a minha mãe com 17 anos a escrever as receitinhas aqui (principalmente ela que não gosta de cozinhar e que rejubila de alegria quando me ofereço para fazer o almoço), mas foi graças a este caderno que muitas receitas não ficaram perdidas pelos últimos trinta anos. 

Começamos muito bem!

Uma das receitas (logo a primeira, a do dia 1 de Janeiro!) é a receita do bolo de fécula de batata da prima Mena. A prima Mena é uma prima afastada, que já nem sei porque é nossa prima (apesar de mo explicarem muitas vezes e de rebolarem os olhos de exasperação quando digo já não me lembrar), prima que só encontro (e é preciso alguma sorte) em casamentos e funerais e com a qual se troquei mais de três palavras para além do Olá/Tudo bem?/Bom dia/Boa tarde ao longo de toda a minha vida foi muito. 


Mas prima que quando a minha mãe tinha 17 anos ainda era muito prima, e onde iam a casa lanchar muitas vezes. E onde de vez em quando se fazia o bolo de ananás para o chá, mas que decidimos voltar a repetir cá em casa, mais de trinta anos depois, omitindo o ananás e as coberturas. 


Segundo a minha mã, ficou muito melhor assim, e foi perfeito para festejar o aniversário da minha mãe, dia 19 do mês passado (um dia antes do meu). 

Um bolo que se tornou o meu bolo seco preferido de sempre!


Ingredientes:
8 ovos
1 pacote (250 gr) de fécula de batata
2 c. chá de fermento
Peso de 5 ovos de açúcar (cerca de 250 gr)

Modo de fazer:
Bater as claras em castelo firme. Juntar o açúcar e bater bem.
Juntar as gemas uma a uma (leram bem, juntam-se as gemas às claras, e não o contrário, como é costume!).
Por fim, deitar a fécula de batata peneirada com o fermento.
Despejar numa forma untada e enfarinha e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC até cozer (fica muito bom se o deixarem um bocadinho mal cozido, fica ainda melhor que o pão de ló!).
Bom apetite!

Rende cerca de 10 fatias
Cerca de 235 kcal/fatia




quarta-feira, 2 de julho de 2014

Granola de Amendoim e Coco


Depois de ter visto granolas um pouco por toda a blogosfera, decidi que era tempo de me aventurar também! Porque não? Afinal estou de férias (ou "pseudo-férias" porque ainda não recebi todas as notas e ainda não decidi se vou a algumas melhorias...), supostamente tenho tempo.


Isto porque eu achava que as granolas eram muito complicadas, levavam muitas voltas e tinham muitas hipóteses de correr mal. Nada mais errado! A granola faz-se num instante, dificilmente corre mal e o resultado é sempre delicioso. 

Esta foi a primeira combinação que fiz, com ideias retiradas de vários blogues mas baseada especialmente nesta aqui, do blogue "The Love Food".


O que gostei desta ideia das granolas caseiras é que, em primeiro lugar, podemos comer cereais de pequeno-almoço sem as quantidades absurdas de açúcar/adoçantes e gorduras que os cereais de supermercado têm; mas também porque são imensamente versáteis: podemos pôr lá o que quisermos e gostarmos mais.

Esta aqui, por ser pouco doce, foi comida sempre com leite de soja e passas ou então com fruta. Deliciosa e super crocante!

Ingredientes:
2 cháv. de flocos de aveia
1/3 cháv. de sementes de girassol
1/3 cháv. trigo sarraceno
sumo de 1 laranja
1/3 cháv. de mel
2 c. sopa de óleo vegetal
1 c. chá de aroma de baunilha
1/3 cháv. de coco
1/4 cháv. de amendoins descascados e picados grosseiramente.

Modo de fazer: 
Levar ao lume o sumo de laranja, o óleo e o mel, até este se dissolver bem. Reservar.
Numa tigela, misturar os restantes ingredientes. Ir juntando a mistura de sumo de laranja, óleo e mel mexendo com uma espátula/salazar. 
Dispor num tabuleiro coberto com papel manteiga e levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante meia hora. De 10 em 10 minutos, retirar o tabuleiro do forno e mexer bem a granola, para que não se queime e fique tostadinha por igual. 
Ao fim dos 30 min, deixar arrefecer completamente e guardar num tupperware ou caixa hermética.
Completamente viciante!


Rende cerca de 10 porções (boa sorte com isto eheh)
Cerca de 221 kcal/porção


terça-feira, 1 de julho de 2014

Lasanha de legumes e cogumelos (vegetariana, sem lacticinios, sem hidratos de carbono*!)


Instruções para o almoço, dadas pela minha mãe:

"Faz uma daquelas comidas boas que tu fazes"

As "coisas boas que eu faço" é tudo o que seja vegetariano, com ingredientes "esquisitos" como soja, trigo sarraceno, crepes de arroz, lentilhas, tofu ou seitan. E para a minha mãe, tudo o que eu faço é bom :) (mesmo quando era pequena e o arroz ficava cru...)

Como as courgettes estão em alta (tanto no frigorifico, como no congelador, como na horta do meu pai!) decidi-me por uma lasanha de soja com fatias de courgette a substituir as placas de lasanha (um pouco como tinha feito aqui, mas numa versão melhorada!), mas quando fui à despensa reparei que tinha gasto a soja granulada.

Não tinha soja, mas tinha muitos legumes no frigorífico vindos diretamente da horta do meu pai (e alguns já em risco de se estragarem). E foi dai que surgiu esta lasanha, absolutamente deliciosa e mais que aprovada pela minha mãe e pela minha irmã (a minha irmã até disse que quando morrer vai ter um prato dela à sua espera no céu, vejam lá o bom que estava).

Uma refeição simples, económica, preparada de maneira especial! A prova que quando a comida é feita com amor e carinho, não se sente a falta de nada - neste caso, nem da massa, nem da carne/soja, nem do queijo... 

A repetir muitas e muitas vezes!

Ingredientes:
1 courgette grande (ou duas médias)
1 cebola grande em pedaços
1 c. sopa de azeite
3 dentes de alho
1 copo (dos de vinho) de polpa de tomate
2 cenouras (uma em pedacinhos e outra ralada)
1 pimento vermelho em pedacinhos
1 lata de milho pequena
1 lata média de cogumelos laminados 
2 folhas de louro
2 c. sopa de levedura de cerveja (facultativo)
sal, manjericão e orégãos secos, q.b.

Modo de fazer:
Lavar bem e fatiar a corguette. Colocar as fatias sobre papel absorvente e cobrir com sal. Reservar.


Preparar o molho de tomate e legumes: cortar a cebola em pedacinhos e levar a refogar com o azeite e as folhas de louro. Juntar a cenoura em pedaços e metade do pimento e deixar refogar mais um pouco.


Juntar os dentes de alho e a polpa de tomate e deixar refogar uns minutinhos.


Juntar água até cobrir. Quando começar a ferver, pôr o lume no mínimo, retirar as folhas de louro e triturar tudo com a varinha mágica. Juntar mais água se necessário (tem de ficar um molho espesso). Juntar 1 c. sopa de levedura de cerveja, e temperar com orégãos e manjericão a gosto
Retirar três conchas deste molho para outro tacho e reservar.


Para preparar o recheio: no molho restante, juntar os cogumelos (eu ainda os parti em pedaços mais pequenos), o restante pimento cortado aos cubos pequenos, a cenoura ralada e a lata do milho. Deixar ferver e reservar.

Montar a lasanha: com mais papel absorvente, limpar muito bem as fatias de courgette do sal. Dispor 1/3 das fatias de courgette no fundo de um tabuleiro, juntar 1/2 do recheio, cobrir com outro 1/3 das fatias de courgette, juntar o restante recheio e cobrir com as fatias de courgette restantes. Cobrir tudo com as três conchas de molho de legumes que estavam reservadas, polvilhar com 1 c. sopa de levedura de cerveja.




*repetir*



Ultima camada de courgette


Molho de tomate e levedura de cerveja

Levar ao forno pré-aquecido a 200 ºC durante 10 min. Depois deste tempo, baixar a temperatura para 180ºC e deixar cozinhar durante 40 min.
Bom apetite!

Rende 3 ou 4 porções (em nossa casa daria para quatro, se não tivessemos todas repetido eheh)
218/163 kcal por porção


* adenda:
A ines, muito perspicaz, logo me fez notar que o milho tem hidratos de carbono! Portanto, não é uma receita completamente livre de HC, mas vocês percebem a ideia :P

terça-feira, 24 de junho de 2014

The Fifties - Hamburgueria dos Anos 50



A verdade é que não sou muito de hambúrgueres, mas sou bastante pelos anos 50! Por isso decidi reunir umas amigas e comemorar o meu aniversário no The Fifties, uma hamburgueria no Parque das Nações a imitar os bares dos EUA nos anos 50. 

O The Fifties tem coisas muito boas, mas tem outras que sinceramente... A antipatia e a falta de organização são verdadeiramente exasperantes, como não permitirem reservas às 13h30 (só até às 13h...), TODOS os empregados servirem a TODAS as mesas (por isso de minuto a minuto vão ter um empregado a perguntar se já pediram, se desejam alguma coisa, etc etc), fecharem o andar de cima às 14h (obrigando-vos a deslocarem-se para o andar de baixo se quiserem permanecer mais tempo no restaurante)... e a antipatia é generalizada (e com muitos poucos sorrisos no atendimento, nem amarelos!)



Posto isto, o ambiente: FANTÁSTICO! Parece que aterrámos mesmo nos anos 50 nos EUA. Apesar do excesso de cor-de-rosa, o espaço em matéria de decoração está impecável. O menu é vasto e acessível para o que é e para a zona. 

Pedi uma Red, White & Blue Chicken Salad, que estava mesmooooo deliciosa. Nunca tinha comido umas tiras de frango tão estaladiças, a dose era enorme e não tenho absolutamente nada a apontar. Os hamburgueres sãotambém muito grandes, com um ótimo aspeto e todas as minhas amigas gostaram imenso. A sanduiche que uma amiga pediu (Meg Veg Sandwich), infelizmente, já não teve a mesma sorte: parecia que os legumes vinham de facto dos anos 50 - ou seja, azedos. Mas resolveram a questão rapidamente, indo o prato para trás e apressando-se a oferecer outro.


A minha saladinha com o frango delicioso.

Para sobremesa, o Chocolate Fudge Cake que pedi estava algo do outro mundo, uma fatia enorme de bolo de chocolate húmido acom imenso molho de chocolate. Para a próxima, peço o Cheese Cake de Caramelo que umas amigas pediram, estava delicioso e a nadar num grande mar de molho de caramelo.



Ainda tenho sonhos com este bolo...
Resumindo: vale muito pelos preços, pelo ambiente e pela comida (tudo indica que a sanduiche azeda da minha amiga foi mesmo pouca sorte), mas a simpatia (os sorrisos devem estar caros) e a organização deixam muito a desejar - e para mim, é uma parte essencial de um restaurante, seja ele qual for.


The Fifties American Diner Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato