quarta-feira, 9 de julho de 2014

Queques de Cenoura


A saga dos queques continua!
Como vamos a meio da semana, deixei para hoje a receita dos melhores queques de sempre!!!

A receita, tal como o Bolo de Fécula de Batata da Prima Mena, também estava no livro de receitas da minha mãe.


Gostava de dizer que estes queques têm uma linda história, tanto por trás da receita como dos motivos que me levaram a experimentá-la... mas não tenho.

Estes queques foram feitos única e exclusivamente porque comprei umas forminhas novas de papel para queques com padrão listado. Sim, é verdade. Fui às compras sozinha (coisa que faço raramente, confesso) e não resisti em comprar. Quando cheguei a casa, um pouco como acontece com toda a roupa nova que compro, tinha de as ir estrear imediatemente!

As ditas.

Motivação para as comprar *.*

E foi assim que surgiram estes queques que, tal como todas as outras receitas do livro da minha mãe, não desiludiram nada e foram direitinhos para o meu top de receitas favoritas.

Ingredientes:
3 ovos
375 gr de açúcar
375 gr de cenoura cozida e triturada
3 c. de sopa de farinha
1 pta de canela
raspa de 1 limão

Modo de Fazer:
Ferver um pouco a cenoura com o açúcar. Deixar arrefecer e juntar-lhe os ovos batidos, a farinha e o reso dos ingredientes. Bater tudo muito bem (estes queques são diferentes dos queques normais!), colocar a massa em forminhas de papel, sobre formas de metal (alguns queques foram apenas em formas de silicone).
Levar ao forno a 180ºC durante cerca de 15-20 min (não cozer de mais, para ficarem húmidos por dentro).
São uma delícia!


Rende 17 queques pequenos
Cerca de 114 kcal/queque

terça-feira, 8 de julho de 2014

Queques com pepitas de chocolate


Incrivelmente, acho que nunca falei disto aqui (mas claramente compensei no meu outro blogue, o Chá de Verão).

Os "meus" meninos da catequese. 

Dou catequese desde os 13 anos (como é possível?!?!), e apesar de sempre ter gostado muito, desde que comecei com o meu amigo João com um grupo "só nosso" que tem sido sempre a melhorar. Não sei se é por eu estar diferente, se é por dar catequese com uma pessoa que me lê os pensamentos ainda antes de nós começarmos a pensar, se é por os miúdos serem fantásticos (não sinto MESMO que os miúdos estão cada vez piores, muito pelo contrário), a verdade é que este grupinho (que é nosso há três anos e que este ano fez a Primeira Comunhão) é especial. Há qualquer coisa em ver um grupo de crianças crescer, formar opiniões, formular questões e pensar muito. É bom ver as crianças crescer.
(Claro que se não forem católicos isto passa-vos um bocado ao lado, por isso desculpem!)


No último dia de catequese, para tornar a nossa despedida um bocadinho mais docinha, depois de uma conversa em que fizémos o balanço do ano e depois de algumas fotos com caretas (que só não mostro por respeito à privacidade dos miúdos!) distribuí estes queques por todos. 

Acomodados e prontos para a viagem!

Simples, saudáveis, pouco doces e, talvez, um pouco duros de mais (esta ciência dos queques!...). 
Mas foram feitos com muito carinho e distribuídos ainda com mais carinho. 


Ingredientes:
2 cháv. farinha
1 cháv. açúcar
1/2 cháv. óleo
2 c. sopa de linhaça amarela moída + 6 c. de sopa de água
1 cháv. de água morna
1 c. chá de fermento
1 c. chá de bicarbonato
2 c. sopa de vinagre de cidra
1 embalagem de pepitas de chocolate


Modo de fazer: 
Deixar repousar durante cerca de 10 min a linhaça com a água. 
Numa taça, misturar os ingredientes secos (farinha, açúcar, fermente, bicarbonto e pepitas de chocolate).
Noutra taça, misturar os líquidos (mistura de linhaça, óleo, água, vinagre). Juntar esta mistura aos ingredientes secos e envolver (cuidado para não mexer de mais ou os queques ficam duros). 
Distribuir em forminhas para queques e levar ao forno durante 10 min a 200 ºC. Ao fim desse tempo, reduzir a temperatura do forno para 180ºC durante mais 5 ou 10 min (até que esteam cozidos). No fim, ainda coloquei os queques numas forminhas de papel.

Rende 12 queques
Cerca de 268 kcal/queque


Alguns elementos da "tribo" e nós, no Passeio de Fim do Ano

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Dead by chocolate Muffins


A receita com que inicio esta semana dedicada aos queques foi das receitas mais catastróficas que já fiz.

Claramente, foi vítima do que eu gosto de chamar "Fenómeno Ruben" (do qual já falei aqui). O Ruben era um amigo meu (quase irmão) para o qual, acho eu, NUNCA consegui cozinhar nada de jeito. Não sei porquê, mas sempre que fazia qualquer coisa para quando o Ruben cá vinha a casa, para um evento onde o Ruben ia, ou quando ia cozinhar para casa dele (aconteceu algumas vezes) corria sempre qualquer coisa mal e a comida nunca ficava como deve ser (houve até uma vez que, para além do arroz ter ficado cru incendiei um pano e ia pegando fogo à cozinha...). Acho que isto acontecia porque eu queria fazer as coisas muito bem feitas, porque era para ele - e querer alguma coisa muito bem feita, no meu caso, é meio caminho andado para o desastre. 

Foi o que aconteceu: como já tinha referido aqui, de forma a comemorar a transição no exame de francês dos meus colegas, decidi levar estes Dead by Chocolate Muffins da Joana Macieira. Decidi duplicar a receita (será que foi isso que fez com que corresse mal???) e tudo o que era para correr mal correu: metade da massa ficou no tabuleiro entornada (os muffins explodiram, literalmente), os muffins colaram-se à forma, e os que estavam mais próximos das pontas do tabuleiro queimaram-se.

Mas depois de retirados o que sobrava das formas de silicone e de colocá-los em forminhas de papel, e no ângulo certo para a fotografia, sinceramente, nem pareceram assim tão maus. E a verdade é que estavam uma delícia, com um sabor intenso a chocolate. 


Dicas para estes queques não vos correrem mal:
  • Os primeiros 10 min do forno devem ser numa temperatura elevada (200ºC), baixando depois para os 180ºC para continuar a cozedura (esta dica foi mesmo a Joana que me deu quando comprei o livro dela na Feira do Livro. Obrigada, Joaninha!). 
  • Colocar a massa dentro de forminhas de papel, que por sua vez devem ser colocadas em formas de silicone/metal para irem ao forno - se não espapaçam-se todos (sim, não fui suficientemente visionária, também me aconteceu).
  • Não inventem demais (eu diminui a quantidade de óleo, mas também acho que não foi por ai que a coisa correu mal!)

Cá vai a receita, com votos de boa sorte:

Ingredientes:
120 ml de leite magro
2 c. chá de vinagre de cidra
4 c. sopa de óleo
60 gr de chocolate de culinária
8 c. sopa de chocolate em pó
12 c. sopa de farinha
1 c. chá mal cheia de bicarbonato de sódio
1 c. chá de fermento
100 gr de pepitas de chocolate (como não tinha, cortei eu chocolate de culinária em pedacinhos)
1 pta de sal
2 ovos
8 c. sopa de açúcar amarelo
4 c. sopa de açúcar branco
1 c. chá de essência de baunilha

Modo de fazer:
Misturar o leite com o vinagre (e têm buttermilk caseiro, iei!). Derreter o chocolate e o óleo no microondas ou em banho maria. 
Numa tigela, juntar o chocolate em pó, a farinha, o bicarbonato, o fermento, o sal e as pepitas de chocolate.
Noutra tigela, bater o ovo com os açúcares até fazer um creme claro e espumoso. Juntar a essência de baunilha.
Juntar a mistura de chocolate derretido e óleo (ligeiramente arrefecida) e bater.
Misturar metade da mistira de farinha, metade do butermilk, a restante metade de farinha e a restante metade do buttermilk. Usar uma colher de pau ou espátula e mexer apenas o suficiente para ligar todos os ingredientes (se mexerem de mais podem ficar massudos).
Deitar a mistura em forminhas e levar a forno pré-aquecido a 200ºC (eu não fiz nada disto, ainda não sabia desta técnica) durante 10 min, reduzir para 180º C e deixar cozer mais 8 min. 
Bom apetite!



Rende 12 Queques/Muffins
Cerca de 246 kcal/queque


domingo, 6 de julho de 2014

A semana dos queques!


Não sei se já repararam, não sou grande amiga de queques

Não sei porquê, mas os queques irritavam-me: primeiro porque o meu forno é pequeno e enquanto uma fornada de queques está a cozer a outra está em cima da mesa à espera; depois porque os meus queques têm tendência a ficar duros que nem pedras, depois porque não dão jeito a transportar nem a armazenar e por fim - razão principal - porque transbordam das forminhas.

Que irritantes. Mal desvio os olhos deles, quando volto já explodiram pelo forno, sujando tudo em seu redor e arruinando todo o meu esforço. Tento encher pouco as formas, mas às vezes não resulta. 

Posto isto: os queques são giros

E é verdade que eu já tive algumas experiências bem sucedidas com queques, como estes Queques de Courgette, Limão e Maçã Verde, estes de Maçã e Canela com Crumble de Aveia, e, principalmente, os meus queques preferidos de sempre: os famosos Queques de Casca de Banana com Chocolate Branco Caramelizado. Só de pensar neles me dá água na boca...

Por influência da Joana Macieira, do blogue Palavras que enchem a barriga, que agora editou um livro super querido e delicioso inteiramente dedicado aos queques, decidi que já era tempo de perder o medo aos ditos. 

Foram muitas as experiências, e que agora decido partilhar com vocês. Ao longo desta semana, vão ter uma receita por dia, e sempre de queques!

Resultados: será que aprendi de vez a fazer queques? 

Não.

Os meus queques continuam ali no limbo entre o comestível e o banal (talvez se começasse a seguir receitas a sério e não me pôr a inventar tinha resultados melhorzinhos). Nada que mova montanhas, portanto - mas mesmo assim resultam, na generalidade, em queques bastante satisfatórios para acompanhar o meu chá nocturno. Ou para congelar e ir levando para os lanches da faculdade. Ou para distribuir por quem mais gostamos (a minha parte preferida de fazer queques, confesso!).

Acho que os queques são a prova que nem tudo o que fazemos na cozinha tem de ser delicioso e de dar pulos de excitação: às vezes só têm de ser receitas feitas com muito amor e partilhadas com a nossa família e amigos. Se seguirmos isto à risca, o resultado é sempre delicioso.

Espero que gostem!




sábado, 5 de julho de 2014

Tease - A minha primeira vez com cupcakes!


Nunca tinha comido cupcakes, a coisa fazia-me um bocado de confusão: um queque com uma montanha de creme em cima. Mas a verdade é que os cupcakes têm sempre um aspeto delicioso e já andava com vontade de experimentar um. 

A minha irmã devia estar no mesmo comprimento de onda, porque decidiu combinar, para o sábado a seguir ao nosso aniversário, uma saida com os amigos da faculdade e irem experimentar todos os cupcakes da Tease, no Bairro Alto. Depois de ver (e babar!) com as fotos da página do facebook, as minhas expetativas estavam bem lá em cima.

É muito dificil resistir a uma montra destas, sejamos sinceros!
(Foto da pág. do Facebook)

Escolhemos foi o pior dos piores dias para ir para Lisboa - e ainda tivemos a triste ideia de levar o carro. Para além do calor abrasador, era dia de Mega Pic-Nic com o Tony Carreira na Avenida da Liberdade, Manifestação da CGTP-IN e, a completar a confusão, era também dia da Marcha do Orgulho LGBT. Tudo ao mesmo tempo, ou seja, quando nós chegámos, com cara de extraterrestres que caíram ali por engano.

E digo-vos, se conseguimos estacionar no Principe Real no dia da Marcha do Orgulho LGBT, conseguimos fazer qualquer coisa na vida.


Confesso que, apesar de sempre ter dito que detestava Marchas LGBT, que acentuava ainda mais a diferença e blá blá blá, uma pessoa quando está enfiada lá no meio é impossivel não ficar contagiada com a animação. 

Cheguei à Tease com vontade de me sentar, pôr os pés para cima e enfardar cupcakes acompanhados por uma bebida fresquinha. Pedi um Cupcake de Chocolate Guylian e Nutella (parece bem, não parece?) e um Mazangrin, e estive mais de 15 min à espera. Está bem que éramos 10, mas que diabo, é só pegar num queque que já estava numa montra e metê-lo num prato. 

O meu cupcake. Tinha mesmo bom aspeto!

Os interiores

Posto isto, os cupcakes: são bons. Na minha opinião são umas coisas um bocado enjoativas, mas acho que nunca serei pessoa de cupcakes. Provei dos cupcakes de quase toda a gente e decidi partilhar ainda um Cupcake  Red Velvet - de longe, o melhor de todos. Contudo, a cobertura já tinha ganho uma crosta dura, impossível de ignorar apesar de deliciosa na mesma. 


O espaço é fantástico, muito vintage, muito Shabby Chic, mas o atendimento, para além de um pouco lento, é frio (onde está a simpátia e o calor portugueses nos espaços de restauração ultimamente?) e pouco simpático. Para mim, que gosto de sorrisos abertos e dois dedos de conversa de chacha quando vou a qualquer espaço comercial, faz-me ficar triste. 

Mas vou lá voltar, com toda a certeza! Conquistaram-me com os sofás fofos e mesinhas pequeninas. E o Mazagrin estava fresquinho e soube-me que nem ginjas. 

Sofás fofos e com muitas almofadas, uma das maravilhas deste mundo

Mazagrin enorme para empurrar os cupcakes

Tease Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Beijinhos de Coco e Chocolate Branco (com sabor a Raffaello's!!!)


Tenho duas amigas que para o mês que vem vão em Missão para S. Tomé. Para isso tentam angariar dinheiro de várias maneiras - ou seja... FESTAS!

Gosto muito das festas da Procuradoria das Missões Claretianas: não só pela animação, comida abundante e preços muuuiiito baixos, mas porque têm uma coisa muito gira chamada "Mesa da Partilha" onde podemos trazer de casa uma sobremesa e partilhar com toda a gente. Ou seja...

*.* Bolos grátis *.*

Para a Festa dos Santos Populares, no passado dia 22 de Junho, decidi fazer uns brigadeirinhos de coco para levar, aos quais decidi juntar chocolate branco numa tentativa (muito bem sucedida!) de ficar com uns brigadeiros com sabor ao interior dos Raffaello's. 

Foi o céu. 

Mas também... dêm-me um baile com música pimba, duas ou três pessoas com quem dançar, sardinhas assadas no pão e um caldo verde quentinho... tudo o que vier a mais é apenas um extra à minha felicidade.

Sou muito fácil de contentar.


Ingredientes:
2 latas de leite condensado
1 c. sopa de margarina
100 gr de coco ralado + 50 gr para cobrir
100 gr de chocolate branco para culinária (usei da Pantagruel)
óleo para untar as mãos

Modo de fazer: 
Levar ao lume o leite condensado com a margarina, mexendo sempre até engrossar. Juntar o coco ralado e o chocolate branco partido em pedaços e levar novamente ao lume até o chocolate derreter. Deixar amornar e formar pequenas bolinhas (se se pegarem às mãos, untá-las com um pouco de óleo).
Bom apetite!


Rende cerca de 60 "Beijinhos" 
Cerca de 73 kcal/beijinho


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Bolo de Fécula de Batata da prima Mena


A minha mãe tem um caderninho, que não é mais que uma Agenda de 1983, onde na adolescência foi escrevendo receitas dadas pelas família, amigos, família de amigos... Do mês de Janeiro a Setembro estão as páginas reservadas aos doces, e de Outubro a Dezembro estão as receitas dos salgados.

Muito recente, como vêm

É engraçado imaginar a minha mãe com 17 anos a escrever as receitinhas aqui (principalmente ela que não gosta de cozinhar e que rejubila de alegria quando me ofereço para fazer o almoço), mas foi graças a este caderno que muitas receitas não ficaram perdidas pelos últimos trinta anos. 

Começamos muito bem!

Uma das receitas (logo a primeira, a do dia 1 de Janeiro!) é a receita do bolo de fécula de batata da prima Mena. A prima Mena é uma prima afastada, que já nem sei porque é nossa prima (apesar de mo explicarem muitas vezes e de rebolarem os olhos de exasperação quando digo já não me lembrar), prima que só encontro (e é preciso alguma sorte) em casamentos e funerais e com a qual se troquei mais de três palavras para além do Olá/Tudo bem?/Bom dia/Boa tarde ao longo de toda a minha vida foi muito. 


Mas prima que quando a minha mãe tinha 17 anos ainda era muito prima, e onde iam a casa lanchar muitas vezes. E onde de vez em quando se fazia o bolo de ananás para o chá, mas que decidimos voltar a repetir cá em casa, mais de trinta anos depois, omitindo o ananás e as coberturas. 


Segundo a minha mã, ficou muito melhor assim, e foi perfeito para festejar o aniversário da minha mãe, dia 19 do mês passado (um dia antes do meu). 

Um bolo que se tornou o meu bolo seco preferido de sempre!


Ingredientes:
8 ovos
1 pacote (250 gr) de fécula de batata
2 c. chá de fermento
Peso de 5 ovos de açúcar (cerca de 250 gr)

Modo de fazer:
Bater as claras em castelo firme. Juntar o açúcar e bater bem.
Juntar as gemas uma a uma (leram bem, juntam-se as gemas às claras, e não o contrário, como é costume!).
Por fim, deitar a fécula de batata peneirada com o fermento.
Despejar numa forma untada e enfarinha e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC até cozer (fica muito bom se o deixarem um bocadinho mal cozido, fica ainda melhor que o pão de ló!).
Bom apetite!

Rende cerca de 10 fatias
Cerca de 235 kcal/fatia