Não é segredo para ninguém que adoro o meu curso (de paixão, mesmo!) e desde o primeiro ano que ansiava por este momento.
O momento em que ia começar a "trabalhar" a sério, a contactar com a vida real, a tentar ser psicóloga. Ansiava pelo estágio perfeito e pela tese perfeita (cujo tema foi amadurecendo na minha mente nos últimos anos), mas já sabia que ia ser quase impossível difícil. O meu local de estágio preferido era longe da minha casa e afinal a minha tese teria de se inserir num tema de um doutoramento. Confesso que desanimei um bocadinho, mas a verdade é que gosto de praticamente tudo em psicologia, e uma das minhas melhores características é ter uma mente suficientemente aberta para não ter medo de abraçar novos projetos e ideias (mesmo que não se enquadrem nada muito naquilo que eu mais queria).
Mas outra característica minha também é a persistência (não confundir com teimosia, se faz favor!), qual chiwawa a perseguir a ponta das calças do dono. E tentei, e fiz, e aconteci, e pedi, e implorei, e argumentei, e pesquisei, e fundamentei, e chateei até à ponta dos cabelos professores, amigos, família e conhecidos... fiz tudo o que podia, e acabei assim! No estágio que eu mais queria, apesar de longe de casa, e na tese que eu queria, um projeto meu, apesar de me ir dar o dobro do trabalho (literalmente, mas outra característica minha é o entusiasmo psicótico :P ).
Sim, muitas vezes esta foi a minha cara quando implorava pela minha tese.
O que senti no meu coração, quando soube que ia ficar com a tese e o estágio que queria.
Resumindo: não é exagero se vos disser que neste momento me sinto a pessoa com mais sorte no mundo :) Este estágio, e principalmente esta tese, foram os meus pequeninos milagres.
Com tudo isto, entre estágio, mudança de casa, falta de água e luz (e gás!) durante dias, projeto de tese que precisa de ser acabado para enviar para a comissão de ética (medo, medo, medo), infestação de formigas e exame de francês (sim, ainda me meti numa cena destas, foi hoje e correu bem), o tempo para me dedicar ao blogue tem sido pouco. Por isso ainda não tinha arranjado um tempinho para responder ao desafio do blogue
10 Years Bituine, mas decidi que não ia passar de hoje!
A ideia é responder às 5 perguntas do blogue que nos nomeou e nomear mais cinco pessoas. Obrigada Jelly e Cocoon por se terem lembrado de mim :)
1. O que te levou a criar o blogue?
Ia com regularidade a blogues de culinária para pesquisar novas receitas e ganhei a mania de tirar fotos a tudo o que cozinhasse (fotos bem miseráveis, olhando agora para trás, mas a prática conduz à perfeição e nesse aspeto acho que melhorei!). Já tinha tido outros blogues pessoais e na altura mantinha o agora abandonadito
Chá de Verão, e gostava de toda esta interação blogosférica. Um dia vinha de casa não sei de onde, estava a pôr a chave no portão e veio-me o nome "
Mãos de Manteiga" à cabeça. Decidi que não ia passar daquele dia e o blogue nasceu :) O nome tem tudo a ver comigo, porque de facto sou uma desastrada de primeira (uma
trovoada, como diz a minha mãe, e um
furacão, como diz a Ana a minha amiga companheira de casa), o que aliada a uma certa brutalidade em todos os meus gestos faz com que parta no mínimo uma peça de louça por semana. Isto é o mínimo, que às vezes faço grandes
mazel tov's, para grande trsiteza minha.
2. Alguma vez tiveste problemas com algum seguidor?
NUNCA! Os meus seguidores são os melhores do mundo. E os comentadores também. Sabem o que é nunca terem tido de eliminar um comentário por ser desagradável? Eu sei! :)
3. O que te faz manter o blogue?
Vocês, sobretudo. As vossas partilhas, os vossos comentários cheios de carinho, os vossos emails com dúvidas e incentivos. E depois claro, este gosto que tenho pela culinária em geral, esta vontade de aprender mais com outros blogues, e a necessidade de ter um "banco" de receitas num sítio onde não as possa perder.
4. O que nunca escreverias no blogue?
Aspetos muito pessoais da minha vida é para esquecer, claro. Gosto também de acreditar que nunca caíria na tentação de fazer um post sobre algum comentário maldoso, ou aproveitar a blogosfera para "lavar roupa suja" ou dizer mal de alguém ou de alguma coisa.
5. Se o teu blogue é anónimo: é dificil manter o anonimato?
Ahaha! O meu blogue supostamente é anónimo, sim, uma vez que criei um nome fictício para mim (lamento desiludir alguém menos atento mas o meu nome não é Anouska, é apenas Ana, um dos nomes mais bonitos e banais do mundo inteiro). Mas claro que o meu blogue não é anónimo, os meus amigos sabem que eu o tenho (principalmente através do facebook) e publico muitas fotos minhas e de família e amigos que autorizam. De vez em quando sei que sem querer devo dar pistas acerca da minha cidade de residência, falo muito da minha vida pessoal (apenas o que acho que não é demasiado pessoal e exagerado para um blogue essencialmente de culinária), das minhas viagens, das minhas férias, e gosto sempre de vos conhecer (por exemplo, através de eventos como a
Feira de Rua em Oeiras, da qual falarei amanhã). Por isso, sim, é dificil para mim manter o anonimato, ou melhor, é impossível! Mas eu sou mesmo assim, nada a fazer.
Agora é a parte de nomear cinco blogues. São eles (sintam-se à vontade para participarem ou não!):
As minhas perguntas são (muito baseadas nas que a Jelly e a Cocoon me deram!):
1. De onde surgiu a ideia do nome do teu blogue?
2. Porque decidiste criar o blogue?
3. O que nunca escreverias no blogue?
4. Qual a tua experiência mais embaraçosa relacionada com o blogue?
5. Qual a tua melhor experiência relacionada com o blogue?
Beijinhos a todos, prometo que vou tentar organizar-me ser mais assídua aqui neste cantinho :)