terça-feira, 27 de setembro de 2011

Onigiris


Vi esta receita aqui e decidi logo que tinha de experimentar assim que pudesse. Com o meu horário qu quase parece pós laboral, e como há um dia em que sós saio às 21h (o que significa não estar em casa antes das 22h...) tenho de arranjar jantar, e comer sandes não faz muito meu estilo. Os onigiris parecem quase uma sandes, mas de arroz, o que me agrada muito mais. E consegue-se comer aquilo em 10 minutos, que era o que me interessava. Portanto aqui vai a receita, à qual juntei o meu cunho pessoal, como não podia deixar de ser.

Ingredientes
2 chávenas de arroz para sushi
1 chávenas e 1/4 de água (para o arroz. Aqui eu juntei mais porque já se tinha evaporado a água e o arroz ainda estava cru. Não sei se fiz bem, foi a primeira vez que cozinhei arroz para sushi, mas como soube bem acho que posso dar a experiência por bem sucedida)
Molho de soja
Salmão fumado e milho cozido para rechear
Alga Nori (a do sushi)

Modo de fazer: A primeira parte, que é a que dá mais trabalho, é lavar o arroz. Colocar o arroz num recipiente, cobrir com água e mexer. A água fica branca, quase tipo leite. Despejar a água e repetir o processo umas três vezes. Depois, com pouca água esfrega-se o arroz com as palmas das mãos ("como se o estivessemos a polir"). Juntar água como à bocado até a água sair limpa. Despejar o arroz para um escorredor e deixar aí durante 30 minutos. Depois desse tempo, colocar o arroz numa panela com as chávenas de água e levar ao frigorifico durante uma hora. O arroz vai absorver grande parte da água. Levar depois ao lume a ferver um minuto, tapado, e depois baixar para lume baixo (isto no meu caso, porque a água não parava de ferver e ia sendo catastrófico, mas na receita de onde tirei o blogue esta parte está ligeiramente diferente) até o arroz estar cozido e a água se ter evaporado por completo. Aqui inventei porque achei que ia fazer o arroz saber melhor, então juntei molho de soja enquanto ia mexendo (se algum japonês um dia ler isto é capaz de se passar, mas não tratei definitivamente este arroz com etiquetas...). E pronto, a parte chata já está, agora é a parte divertida: rechear os onigiris!
Forrar o interior de uma chávena com pelicula aderente (cuidado para deixarem muita margem de pelicula aderente do lado de fora de chávena). Colocar o arroz até encher quase a chávena. Com o cabo de um colher de pau fiz um buraco ao centro e alarguei um pouco para os lados, para conseguir pôr muito recheio (era o meu jantar, e eu sou mulher de muito alimento). Forrei o buraco com salmão e enchi de milho. Cobrir com mais arroz.


O onigiri coberto, antes de o moldarmos

Pegar nas margens de pelicula e enrolar de forma a ficar uma bola de arroz. Dar a forma desejada - eu dei em forma de triangulo. Deixar arrefecer e colocar no frigorifico até consumir. Na altura em que os forem comer, colocar um bocadinho de alga nori para lhe puderem pegar. Eu pus antes de ir para a faculdade e voltei a embrulhar com pelicula aderente. A alga ficou um pouco mole mas até gosto mais dela assim. Bom apetite!

Cá estão as bolinhas de arroz a arrefecer

Nota: em vez de molho de soja podem pôr sal, e podem recehar com o que vos apetecer, ou nem rechear, sequer. A minha irmã recheou com atum, mas eu acho que fica horrível. É ao gosto de cada um, liberdade total! As fotos que tirei foi da primeira experiência, sem molho de soja. Eu gosto mais com molho de soja, mas a minha irmã... como sempre, prefere da outra maneira. Os da foto foram ainda recheados com milho e couve roxa, mas para mim ficam bons é com salmão e milho, ou só com salmão.

Dificuldade média
Demorado
Económico

sábado, 24 de setembro de 2011

Escalopes de Feijão




Vi a receita num livro de cozinha vegetariana em casa da patroa da minha mãe e decidi logo que tinha de experimentar! Tinha um aspecto delicioso e eram feitos com quase nada e com um esforço que me parecia mínimo. Modifiquei a receita e adaptei-a aos meus gostos e aos gostos da malta cá de casa, de modo que ficou uma receita de escalopes perfeitamente diferente da original, e por momentos pensei que este post iria ser sobre uma catástrofe culinária, mas acabou por saírem tão deliciosos que não queria parar de comer. Quem havia de dizer que sairiam tão bons?!

Ingredientes
Uma embalagem de pão ralado (250 gr) a receita original dizia para usar pão fresco, e em quantidades industriais em comparação com a quantidade de feijão, portanto decidi parar de seguir a receita e inventar eu uma "nova"
Feijão vermelho (mais ou menos 300 gr)
Uma cebola média
2 folhas de louro
Azeite, cominhos, alho em pó e orégãos q.b.

Modo de fazer: Cozer o feijão, escorrer-lhe a água, juntar o pão ralado e triturar tudo no 1, 2, 3. Por a mistura numa tigela grande, pôr os cominhos e envolver tudo muito bem com as mãos ou uma colher de pau. O aspecto, nada apelativo nesta fase, é este:


Numa frigideira grande ou numa wok refogar a cebola picada finamente (odeio a parte de cortar cebola) no azeite juntamente com as folhas de louro. Juntar a mistura de feijão à frigideira e ir mexendo até ficar com uma cor mais tostadinha. Juntar o alho em pó e os orégãos.


("ai que isto está super mole, lá vou eu acabar por ter de fazer almôndegas, só espero é que saiba bem!")

Untar com azeite um tabuleiro (eu usei um redondo da Delta, daqueles de transportar os cafés para a mesa, porque o tabuleiro grande estava no forno ocupado com o almoço. O que importa é desenrascar...), deitar o preparado sobre ele e alisar de forma a que o preparado fique uniforme. Deixar repousar tapado num local fresco umas horas (pode ser o frigorífico, mas eu pus o meu na despensa), para ser mais fácil de cortar os escalopes. Achei que a coisa ia correr mal, pois achei a massa demasiado mole para cortar, já me estava a imaginar a fazer almôndegas em vez de escalopes, mas ao fim da tarde já estava mais firme e pude cortar os escalopes. Não tirei fotos dessa parte, nunca mais me lembrei...


Eu congelei, mas podem usar na altura. Já está! Agora é só pegar neles e fritá-los numa frigideira, grelhá-los, pô-los a refogar com tomate, cebola e pimentos e fazer uma cebolada, passá-los por pão ralado e fritar para pôr no pão... enfim, façam o que quiserem com eles. Os do jantar foi a minha mãe que os fez, numa frigideira com um pouco de azeite. Acompanhámos com salada de couve roxa e milho com molho de soja, e estava de comer e chorar por mais.

Para a próxima em vez de lhes dar a forma de escalopes vou-lhes dar a forma de almôndegas, como achei que ia ter de fazer. Pode ser que fique bom!

Fácil
Barato
12 pessoas (dá para mais ou menos 12 escalopes, depende também da grossura com que os fizerem)


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bolo Húmido de Pêras da Lena - Participação no passatempo "Na cozinha da Mariana"

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Já não postava à imenso tempo, mas nada melhor para (re)começar do que a participar num passatempo. A receita deste bolo, que foi feito para a sobremesa de um almoço de frango com caril feito por um amigo do meu pai, foi-me dada pela mãe da minha prima Leonor, a Lena, e é o suprasumo de bolo simples, fácil de fazer, deliciosamente humido e cheio de fruta.
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A receita original leva maçã, mas como tinha - e tenho - muitas pêras (que ainda vieram da terra do meu pai), nada como experimentar, e com quantidades "industriais" de pêra. Ficou delicioso como sempre e deu para diminuir o número de pêras que temos guardadas na despensa. Talvez não seja um bolo muito festivo para um aniversário, sem coberturas nem recheio, mas eu tenho uma relação de amor muito especial com este bolinho. Portanto Mariana cá vai a receita, cheia de carinho:

Ingredientes
4 ovos
3 maçãs (eu usei 7 pêras pequenas+3 para decorar)
3 chávenas de farinha
3 chávenas de açúcar mal cheias
1 chávena de óleo
1 colher de sobremesa de canela (como adoramos canela cá em casa pusemos o frasco de cabeça para baixo e fomos despejando e provando até saber bastante a canela, mas isso fica ao teu gosto)
1 colher de café de fermento
Modo de fazer: Separar as claras das gemas. Bater as gemas com a farinha, o óleo e o açúcar. Juntar as pêras aos pedaços pequeninos batendo sempre (esta parte pode parecer um bocado estranha, porque a massa fica primeiro muito dura para depois ficar cremosa, então desta vez decidi picar as pêras primeiro no 1, 2, 3. Ficou igual, mas as pêras oxidaram demais, portanto para a próxima vou fazer da "maneira antiga"). Juntar a canela e as claras batidas em castelo. Envolver bem. Juntar o fermento e envolver, mas sem bater.
Colocar numa forma previamente untada com manteiga e farinha, mas não mais que metade, pois o bolo cresce imensooooo (desta vez, como levou muita fruta, nem cresceu assim tanto). Desta vez fiz num tabuleiro, mas costuma ser numa forma redonda com um buraco ao meio. Enfeitei com pêra às fatias. Levar ao forno até estar cozido (como o meu forno não dá temperaturas e sempre fui má com tempos, vou fazendo o teste do palito)

Cá está ele momento antes de ir ao forno
Se quiseremos que fique (ainda) mais fofo, disse-me a Lena que podemos substituir um pouco da farinha por fécula de batata, mas eu nunca experimentei e não creio que seja preciso.

 


Espero que gostes! Mesmo que não seja para o teu aniversário, é sempre uma delicia com uma grande caneca de chá

Fácil
Barato
8 a 10 pessoas

 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Bolo quero mais



Este bolo é um autentico atentado a qualquer dieta. é sem dúvida o bolo com mais açúcar que fazemos cá em casa. Mas vale completamente a pena! A receita tirei do blogue Conta-me que eu como há mais de um ano. Foi o único bolo que uma prima minha, que raramente elogia seja o que for, disse que era mesmo bom. Dá um trabalhão a fazer, por isso só a faço quando estou de ferias, e com ajuda para as multitarefas (sim, que isto é uma receita com quatro lá dentro)

Ingredientes

BOLO
6 ovos
250 gr açúcar
100 gr fécula de batata
100 gra farinha de trigo
1 c. chá fermento em pó

Modo de fazer: Bater as claras em castelo, juntar as gemas e continuar a bater até ficar uma mistura clara e esponjosa. Adicionar o açúcar e continuar a bater. Adicionar aos poucos e alternadamente a farinha e a fécula de batata (a mim deu-me a preguiça e não fiz alternadamente, deitei primeiro um e depois outro eheh). Acrescentar o fermento. Levar ao forno numa forma redonda previamente untada com manteiga e farinha em forno quente (eu pus a 200ºC).

RECHEIO
2 copos de leite (usei daqueles do vinho)
1 ch. chá açúcar
1 gema
2 c. sopa maizena
2 gotas de baunilha (pus uma tampinha)
200 gr de manteiga

Modo de fazer: Aquecer o leite, o açúcar, a gema, a maizena e a baunilha e mexer até ficar um creme espesso. Tirar do lume e quando estiver morno, acrescentar aos poucos e mexendo sempre a manteiga até ficar boa liga

DOCE DE ANANÁS
Uma lata de ananás em calda
O mesmo peso do ananás sem a calda de açúcar

Modo de fazer: Partir o ananás em pedacinhos e levar ao lume com o açucar até fazer estrada.

NOUGAT
2 cháv. chá açúcar
1 cháv. chá amênda moída (eu usei aos pedacinhos)
1 c. chá água

Modo de fazer: Levar o açúcar ai lume, queimar com a colher de água (aqui por um triz não me queimei, façam atenção e desviem a cara do lume). Juntar a amêndoa e misturar bem. Despejar sobre o mármore untado com óleo, deixar arrefecer completamente e triturar (eu usei um saco de plástico e um rolo da masa, porque aqui na terra não tenho o 1, 2, 3)

MONTAR O BOLO: A parte divertida! Dividir o bolo em três. Na primeira camada barrar com metade do recheio (um pouco menos) e na segunda barrar com o doce de ananás. Cobrir o bolo com o resto do recheio e polvilhar com o nougat. Faz um vistaço à mesa e toda a gente quer provar uma fatia...

Difícil
Dispendioso
12 pessoas (ou melhor, 12 fatias...)

Crumble de Pêra



Finalmente, vou conseguir publicar as sobremesas (as que me atacaram a silhueta sem dó nem piedade) que fiz para a festa da terra do meu pai, Bemposta (mais publicidade às aldeias portuguesas). Para quem não sabe, fica ao pé de Mogadouro e antes de chegar a Miranda do Douro. Uma terra linda!
Este crumble de pêra é a especialidade de um amigo meu que está na França, e é feita sempre que nos vemos no Verão, portanto faz-me sempre lembrar férias, piqueniques e outras coisas boas. A que fizemos este ano foi comida à selvagem, cada um com a sua colher e directamente do tabuleiro, tal era a nossa gula. Mas esta que fiz, numa tentativa de a reproduzir para a festa foi comida em pratinhos como deve ser. Toda a gente gostou, mas na minha opinião não consegue bater a do meu amigo.

Ingredientes
Pêras descascadas e partidas em quatro (o suficiente para cobrir um tabuleiro pequeno de forno)
150 gr de farinha
150 gr de amêndoa triturada (desta vez usei amêndoa em pedacinhos para ficar crocante)
150 gr de manteiga
1/4 de tablete de chocolate

Modo de fazer: Descascar as pêras (usei as pêras de uma das nossas pereiras aqui da terra hummm), tirar os caroços, parti-las em quatro e com elas cobrir o fundo de um tabuleiro pequeno de forno. Misturar com as mãos a farinha, a amêndoa e a manteiga. Derreter o chocolate no microondas e juntar à mistura. Amassar bem e espalhar  sobre as pêras, calcando com os dedos. Levar ao forno a 180ºC durante 15 minutos, aumentar o forno para 200ºC durante 5 minutos. Eu gosto dele quentinho, mas frio também é muito bom!

Fácil
Económico
6 a 8 pessoas
Hummm!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Empadão de soja


Já não postava há imenso tempo, mas agora com as férias (quando estou de férias ainda tenho menos tempo do que quando estou nas aulas, é incrível) diminuiu o tempo e a paciência para publicar alguma coisa, mas por outro lado as festas da terra do meu avô a semana passada e aqui da terra do meu pai esta semana fizeram multiplicar os cozinhados aqui por casa, que foram tudo menos saudáveis (devo ter engordado pelo menos 1 kg desde há duas semanas para cá, mas agora tenho o resto do mês para me redimir eheh), mas compensam por serem deliciosas. Também não há festa todos os dias, há que aproveitar para tirar a barriga de misérias, que não é nenhum crime!
Depois da festa da terra do meu avô (Leomil, ao pé de Almeida - já agora aproveito para fazer publicidade a uma linda terra com a melhor festa do mundo), apetecia mesmo era uma receita simples, sem grandes complicações e que se fizesse rápido e se comesse ainda mais depressa. Assim surgiu o simplíssimo empadão de soja, que é feito aqui por casa muita vez (adoro empadão, mesmo quando estou doente, quando estive com gripe A comia empadão todos os dias que era a única coisa que me apetecia). Na verdade, é feito praticamente da mesma maneira que o empadão de carne normal, portanto não é nada de especial, mas veio mesmo a calhar!

Ingredientes
2 mãos cheias de granulado de soja previamente demolhada (de um dia para o outro)
1 pacote de puré de bata instantâneo
1 cebola
2 dentes de alho
2 folhas louro
Polpa de tomate (nós fazemos em casa e congelamos em sacos do gelo, mas desta vez usei tomates que tínhamos congelados)
2 colheres sopa ketchup

1 colher de sopa de mostarda (por engano usei da picante, mas ficou bastante agradável)
2 colheres chá caril
1 colher sopa oregãos
1 ovo batido

Modo de fazer: Fazer o puré de batata conforme as instruções da embalagem. Numa frigideira grande refogar a cebola, o alho e as folhas de louro em azeite. Juntar a polpa de tomate (no meu caso os tomates congelados) e se secar demais juntar uma pinguinha de água. Juntar a soja e deixar cozinhar mexendo de vez em quando. Juntar o ketchup, a mostarda, o caril e os oregãos. Montar o empadão (puré - soja - puré), pôr o ovo batido por cima e levar ao forno ou ao microondas até ficar gratinado (no meu querido forno eléctrico industrial demorou uns 20 minutos). Servimos com salada de tomate da horta da minha prima, e estava uma delicia!

Fácil
Económico
2 pessoas (que comam muito, como foi o meu caso e o da minha irmã muahaha)


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Doce da Ilda



Acho que em todas as famílias existem aquelas receitas que se fazem a correr, quase do nada, e que no meio de uma infinidade de sobremesas requintadas é sempre a primeira a ser comida. Em nossa casa isto acontece com o que nós chamámos de "Doce da Ilda", porque foi dada por uma amiga da minha mãe com esse nome.
Como andámos com pinturas cá em casa, tivemos de chamar reforços, reforços esses que precisaram de ser alimentados e incentivados com alguma coisa docinha. Foi um verdadeiro sucesso e desapareceu em três tempos!

Ingredientes
3 pacotes de natas
1 lata de leite condensado pequena
1 pacote de bolacha maria de chocolate
2 folhas de gelatina incolor

Modo de Fazer: Bater as natas em chantilly (o que costuma ser um drama para mim, antigamente com as natas da parmalat era num instante, já vinham quase batidas no pacote, mas desde há uns tempos para cá isso não acontece. Costumo usar umas saquetas que uma prima minha traz da Alemanha, para as natas ficarem em chantilly mais rápido, mas acho que há também em Portugal, agora). Juntar o leite condensado e mexer com uma colher de pau. Demolhar as gelatinas em água fria e dissolvê-las num pouco de água quente. Misturar. Juntar a bolacha maria partida em pedaços grandes. Misturar tudo muito bem e levar ao frigorífico. Eu costumo fazer no dia anterior para servir à hora de almoço. Apesar do aspecto não se dos mais apelativos, é sempre um sucesso garantido!

Fácil
Económico
8 pessoas