quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Frango Assado com Batata Doce


A comida feita no forno não vos dá a sensação que é domingo?

A mim dá. Pensava que era a única, mas quando decidi fazer perninhas de frango assadas no forno, na 6ª feira passada (dia em que não temos estágio), a primeira coisa que a Ana disse quando viu o que era o almoço (para quem ainda não reparou, a Ana é a minha amiga que mora comigo) foi isso mesmo: que parecia domingo. Embaladas nesta ideia, ainda fomos buscar um restinho de vinho para acompanhar. E demos uso aos pires das chávenas do café (é só em nossa casa ou nas vossas os pires também raramente saem do armário???). E demorámo-nos mais um bocadinho à mesa só porque sim.


Porque era domingo, apesar de ser 6º Feira. E porque eu raramente passo os fins-de-semana no Barreiro com ela, decidimos instaurar o nosso domingo à 6ª! Domingo vai ser o dia das refeições "especiais", das chávenas servidas em pires, do almoço demorado por muita conversa de chacha. 

De todas as ideias que já tivemos cá, esta deve ter sido uma das melhores. Haverá coisa melhor que começar o fim-de-semana logo com um domingo? :P

Ingredientes: 
  • 4 perninhas de frango
  • 2 batatas doces grandes
  • 1 cebola grande
  • sumo de 1 limão
  • 6 dentes de alho
  • 5 c. sopa de massa de pimentão
  • 2 c. sopa de polpa de tomate
  • 1 copo de vinho branco
  • 1 c. sopa de azeite
  • 4 folhas de louro
Modo de fazer:
1 - De preferência na noite anterior (ou no minimo 1h antes) marinar as perninas de frango no sumo de limão ao qual se juntou 2 dentes de alho picados e 2 c. sopa de massa de pimentão. Esfregar bem as perninhas de frango com esta marinada e levar tudo ao frigorífico dentro de um tupperware.
2 - Pré-aquecer o  forno a 180ºC. 
3 - Cobrir o fundo de um tabuleiro ou pirex para ir ao forno com o azeite. Descascar as batatas e cortá-las em cubos. Fazer o mesmo às cebolas. Dispor pelo tabuleiro, juntamente com os restantes dentes de alho às fatias. Cobrir com a polpa de tomate e a restante massa de pimentão (eu limitei-me a pôr colheradas por cima, à bruta). Regar tudo com o vinho branco e cobrir com as folhas de louro. 
4 - No forno, dispor a grelha do forno por cima do tabuleiro das batatas (assim a gordura do frango vai escorrendo para as batatas!). Assar durante 40 min, virando as pernas de frango a meio.

Assim ;)

Bom apetite!



Rende cerca de 3/4 doses
Cerca de 340/225 kcal por dose

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

O melhor pastel de Nata deste mundo (e do outro também, possivelmente!)


Este sábado fui, como o ano passado, ao evento do TEDxLisboaED. Para uma viciada em TED talks como eu, nem é preciso dizer que foi fantástico :)

Antes de começar, fomos beber café. Escolhemos o café Silvia, na Avenida de Roma, apenas porque foi o primeiro que apareceu. Entrei lá com a ideia de beber só um café, mas a minha irmã e o meu cunhado pediram um pastel de nata e uma pessoa também não é de pau! É que os ditos tinham mesmo um aspeto delicioso...

E ainda bem que o fiz, que são sem dúvida os pasteis de nata mais deliciosos de todo o planeta! Grandes, cremosos, tostadinhos q.b.... Pedimos para os aquecerem um bocadinho, e com canela por cima podem imagina ^^ Eu que me sinto sempre culpada depois de comer um bolo, desta vez não senti nadinha :P 
Eu quando é para reclamar não me inibo nada, mas também quando é para elogiar também sou a primeira! Por isso elogiei lá e agora venho para aqui fazer publicidade :P 

Tentei fixar o maior numero de referencias possiveis para depois vos explicar aqui no blogue, mas três dias depois só sei que fica ao lado de uma loja de gelados artesanais e de duas de roupa para crianças (uma delas é a Du Pareil au Même), na Avenida de Roma. Vindo do Júlio de Matos, depois de passar a estação de Roma-Areeiro, vão olhando para a vossa esquerda (desculpem, é o melhor que consigo!)

A sério, vão lá!

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Quiche de alho francês, milho e cogumelos


As minhas quiches, como sabem, são sempre iguais. Ou parecidas, vá. Legumes, coisas, tudo misturado, massa folhada ou quebrada, leite, ovos, noz moscada - natas nunca, queijo nunca, bacon nem pensar. 

A célebre Quiche Lorraine não é bem vinda na minha casa, fim.

E foi neste comprimento de onda que surgiu esta quiche, que de tão simples pensei se deveria publicar "a receita" ou não. 


Mas ficou boa, e comeu-se, e isso por si só é mais que suficiente para figurar aqui no blogue!

Ingredientes:
  • 1 embalagem de massa folhada
  • 1 alho francês médio
  • 1 lata de milho pequena
  • 1 lata de cogumelos pequena
  • 500 ml de leite magro
  • sal, pimenta e noz moscada
  • 3 ovos

Modo de fazer:
1 - Estender a massa folhada numa tarteira e picar o fundo com um garfo. Eu nunca tiro o papel vegetal, acho mais fácil tanto para estender a massa como depois para desenformar a quiche.
2 - Cortar o alho frances em fatias e juntar-lhe o milho e os cogumelos (eu uso uma tigela grande).
3 - Juntar o leite e os ovos batidos.
4 - Temperar a gosto com sal, pimenta e noz moscada.
5 - Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 30/40 min.
6 - Servir com salada de alface!



Rende 8 fatias grandes
Aprox. 198 kcal/fatia

domingo, 12 de Outubro de 2014

Caldeirada de Peixe



Apesar do blogue, de adorar cozinhar e de todas estas coisas, a verdade é que não estava habituada a a cozinhar comida "a sério" tanto quanto isso. Quando era preciso fazer o almoço fazia, quando me apetecia experimentar alguma receita específica (normalmente vegetariana e "esquisita") requisitava a cozinha para mim.

Mas refeições de almoço de todos os dias, isso não. Eu era mais bolos, mais sobremesas, mais coisinhas pequeninas e que mais ninguém fazia ou queria fazer cá em casa. O domínio do almoço era do meu pai.


O meu pai tem muitos defeitos, e nem sempre me dou bem com ele (se for para ser sincera, quase nunca, na verdade...). Mas o meu pai também tem muitas qualidades, e uma delas é fazer uma ótima caldeirada. 

E por isso, a caldeirada era (e é) umas das refeições preferidas lá de casa. Que sempre vi fazer e cuja receita sei de cor como se já a tivesse feito mil vezes. Mas nunca a tinha feito na verdade. Foi preciso sair de casa dos meus pais para fazer pela primeira vez.


E eu sei que é uma receita muito fácil, muito banal, e que quase toda a gente sabe fazer. Mas foi a primeira vez que fiz caldeirada e, modéstia à parte, saiu mesmo bem.

A caldeirada do meu pai já não é a minha caldeirada preferida. E ele ficou feliz quando eu lhe disse :)

Ingredientes:
  • Uma embalagem de caldeira de peixe
  • 2 batatas grandes
  • 1 pimento vermelho grande
  • 2 cebolas grandes
  • 5 dentes de alho
  • 3 folhas de louro
  • 3 c. sopa de azeite
  • 2 c. sopa de massa de pimentão
  • 4 c. sopa de polpa de tomate
  • 1 copo de vinho branco
  • sal
Modo de fazer: 
1 - Descascar as cebolas, os alhos e as batatas.
2 - Cortar a cebola e as batatas às rodelas e o pimento em pequenas tiras.


3 - Num tacho grande, deitar o azeite. Dispor metade da cebola no fundo. Em cima das cebolas, dispor metade das batatas, seguido de metade dos pimentos, das folhas de louro e dos dentes de alho. 

4 - Dispor o peixe e por cima dispor a restante cebola, as restantes batatas e o restante pimento. 

5 - Temperar com sal, cobrir com a massa de pimentão e a polpa de tomate e regar com o vinho branco.


6 - Tapar e levar a cozinhar com o lume no mínimo durante 30/40 min, até ficar tudo cozinhado e a caldeirada bem apurada, 

Fica muito bem acompanhada com fatias de pão!

A marmita das princesas!


Rende 4 doses
Aprox. 491 kcal/dose

quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

Tarte Merengada de Curd de Limão


Gosto de pensar que uma das minhas qualidades é saber simplificar. Desenrascar, sabem?

Para mim o "desenrascanço" e a descontração são fundamentais na vida: esqueci-me da colher? Improviso uma com a tampa do iogurte. Não me lembro de uma palavra em francês ou inglês? Adapto ou invento uma qualquer (o já deu origem a situações muito constrangedoras envolvendo o verbo "baiser"). Não tenho algum ingrediente para uma receita que estou a fazer? Experimento com outro diferente e logo se vê. E a fita-cola é muitas vezes a minha melhor amiga.


Às vezes pode ser chamado também de "sentido prático", outras vezes "preguiça", mas eu gosto de dizer que vivo em modo de "poupança de energia". Não vale a pena gastar energias demais quando as coisas não correm pelo planeado, principalmente se as conseguimos resolver de uma forma perfeitamente aceitável, ainda que não perfeita. 

Mas a minha irmã ganha-me. Aos pontos. A minha irmã é o ser mais desenrascado deste mundo. Não é à toa que foi para enfermagem - ela nasceu para aquilo, claramente. 


Por isso, quando vivíamos juntas era sempre ela que fazia o almoço mais rápido. E quando as coisas corriam mal ela sabia sempre dar a volta por cima e desenrascar com outra coisa qualquer. 

Juntaram-se duas desenrascadas a fazer uma sobremesa. Inventada pela Alexandra, só podia ser muito fácil e rápida - mas mesmo assim claro que tinha de correr mal. Claro que o curd tinha de talhar e claro que tinha de ficar pouco consistente.

Mas quem é desenrascado nunca se atrapalha, e tudo nesta vida se pode resolver com farinha maizena  e paciência (E fita cola. E miminhos).

Ingredientes:
1 placa de massa folhada
2 c. de sopa de farinha maizena
4 c. sopa de leite magro
3 claras
2 c. sopa de açúcar

Modo de fazer:
Forrar uma tarteira com a massa folhada e levar a cozer 20 min a 180ºC (não se esqueçam de colocar feijões ou pedrinhas próprias no fundo da tarte para a massa não criar bolhas).
Entretanto, fazer o curd de limão. No nosso caso, como ficou pouco consistente e talhou, dissolvemos um pouco de farinha maizena num pouco de leite, juntámos ao curd e levámos ao lume até engrossar. Mesmo que a vossa não talhe, acho que vale a pena pois fica mais consistente.


Deitar sobre a massa já cozida.


Bater as claras em suspiro com o açúcar. Deitar sobre a tarte, fazendo uns efeitos com o garfo (em alternativa podem usar o saco de pasteleiro mas, lá está, eu gosto de desenrascar!)

Ficou um ótimo suspiro, o melhor que alguma fiz! Super brilhante e elástico, não sei como aconteceu mas fiquei muito contente :P


Levar novamente ao forno a 200ºC até o merengue ficar douradinho (uns 5-10 min) 
Servir à temperatura ambiente!


Bons desenrascanços culinários a todos ;)

Rende cerca de 12 fatias
Aprox. 353 kcal/fatia

domingo, 5 de Outubro de 2014

Salada de Couve à Israelita


Quando "casei" os anos (ou seja, quando no dia 20 de Junho fiz 20 anos), há já 2 anos muito distantes, decidi dar uma festa israelita. Para a festa fiz imensas receitas tipicamente judaicas e israelitas, como podem ver no Índice de Receitas aqui do blogue. Uma das receitas que experimentei foi uma salada de couve, que fez sensação principalmente com a minha amiga Cristiana. Por ser uma salada muito banal, nem me lembrei de lhe tirar foto nenhuma e a receita acabou por nunca vir parar aqui ao blogue, e acho que nunca mais a repeti desde então. 


Ontem a minha irmã deu um jantar em casa dela com a minha "família" da igreja. Sim, família, porque há aqueles amigos que por o serem há tanto tempo (e por tão bem desempenharem o seu papel) ascendem à condição de família e passamos a não conseguir viver sem eles. E quando nos pedem salada de couve, claro que tenho de atender ao pedido. Mesmo que isso signifique correr três minimercados diferentes à procura de passas.

Família é família :)

A mesa dos acepipes, ainda incompleta (sim, houve muitaaaa comida!)


Ingredientes
  • 2 repolhos pequenos
  • 65 gr de passas
  • 65 gr de amendoins descascados
  • 2 c. sopa de azeite
  • 5 c. sopa de açúcar amarelo
  • 1 pta de sal.


Modo de fazer:
1 - Cortar os repolhos em juliana. Aquecer o azeite num tacho e levar a fritar a couve durante uns 5 minutos (vai reduzir e ficar molinha). 


2 - Entretanto, picar os amendoins. Reservar.

Piquei grosseiramente

3 - Juntar os amendoins à couve, Juntar o açúcar amarelo e o sal e mexer. Quando o açúcar estiver dissolvido, juntar as passas e apagar o lume.

4 - Esperar que arrefeça e servir!


É muito boa para piqueniques e refeições leves, e eu gosto especialmente como acompanhamento às minhas bolinhas de feijão. Uma delícia!

Aqui no tupperware, pronta a seguir viagem!

(Infelizmente, já não sei de onde tirei a receita. Aliás, nem sei a receita, de todo, apenas me lembrava que levava couve, passas e açúcar amarelo - os amendois foi iniciativa própria. Alguém sabe se os amendoins fazem parte da culinária israelita? :P )



Rende cerca de 4 porções
Cerca de 300 kcal/porção